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Adilson Roberto Gonçalves

Pesquisador científico em Campinas-SP

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Foi golpe... e continuado

Portanto, o golpe continua: antes, no afastamento de Dilma, e, agora, na reescrita da História e estabelecimento de novos crimes de responsabilidade

Presidente Dilma Rousseff na tribuna do Senado durante o Golpe de 2016 (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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É quase chover no molhado, mas dos mais de 250 comentários à versão eletrônica do editorial da Folha de S. Paulo “Não foi golpe”, de 29/8, não chegam a 20 os de apoio à posição do jornal. Ainda bem que nós leitores críticos do jornal continuamos a lê-lo por dever de ofício, mas mantendo o discernimento daquilo que está sendo julgado e publicado. Perda de apoio popular não é crime de responsabilidade e o editorial faz um contorcionismo admirável para desdizer o que disse sete anos atrás, quando apoiou o golpe chamado de impeachment. Agora diz apoiar incondicionalmente o toma-lá-dá-cá das relações do Executivo com o Legislativo, não assim chamando-o, apenas de relações institucionais.

Além disso, vejo que minha pergunta de uma semana atrás, na forma de carta não publicada, foi respondida com tais sofismas: dá para comparar os destaques e conteúdo da edição de 23/8, que noticiou o arquivamento da ação contra a ex-presidente Dilma Rousseff, em relação ao que foi chamado de “pedaladas fiscais”, com as matérias de sete anos atrás quando da apresentação do processo de impeachment. O longo tempo fez diminuir a necessidade de rever posições e justificar, mesmo que sem reconhecer, que foi um golpe contra ela? A resposta, por parte da Folha, foi um sonoro, criminoso e sarcástico não!

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Os demais jornalões foram na mesma linha de “raciocínio”, é bom deixar registrado, tudo porque Lula afirmou da necessidade de, ainda que simbolicamente, devolver o mandato a Dilma Rousseff. Da Folha, apoiadora incondicional da ditadura rotulada de ditabranda, nada diferente seria esperado.

Portanto, o golpe continua: antes, no afastamento de Dilma, e, agora, na reescrita da História e estabelecimento de novos crimes de responsabilidade a bel prazer dos que ainda avocam para si serem porta-vozes de “cidadãos de bens”.

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