Fora Bolsonaro: uma questão de vida e de morte

É preciso radicalizar no conteúdo das palavras-de-ordem, para que o movimento nas ruas se radicalize. De outra forma, a vida de centenas de milhares de militantes, da vanguarda intelectual e cultural deste país estará ameaçada a curto prazo.

(Foto: Alan Santos - PR)

Imagine em 1933, quando Hitler chegou ao poder na Alemanha, a esquerda dizer que não se poderia defender sua queda, pois ele chegou ao poder de modo legítimo, e que pedir sua derrubada faria com que nos parecêssemos com o Aécio Neves da época. Ou então, que deveríamos colocá-lo na linha?!
É o que a esquerda pequeno-burguesa fez e está fazendo no Brasil desde a eleição fraudulenta de Jair Bolsonaro.


Já se passaram mais de sete meses de governo fascista, um governo que todos perceberam ser um governo de crise, um governo relativamente fraco o que nutriu esperanças de todo tipo de que ele cairia rapidamente. Houve gente que começou a defender inclusive o fascista gen. Hamilton Mourão para suceder Bolsonaro.

Os militares e a imprensa monopolista também se colocaram a tarefa de tentar enquadrar Bolsonaro, dando dicas de como ele deveria governar; dicas de que o governo colocasse um interlocutor com capacidade de disfarçar através do discurso as loucuras evidentes de Bolsonaro. Mas com o passar do tempo, a ala bolsonarista dos militares enquadrou a outra ala, houve depuração no governo com retirada de alguns generais. Bolsonaro vai ficando e cada vez mais poderoso.

Setores da esquerda procuram minimizar o governo de Bolsonaro, não como um governo fascista, mas como um governo de malucos. Hitler e Mussolini eram sãos? Ou a maluquice é característica intrínseca dos fascistas? Malucos sim, mas muito perigosos!

E Bolsonaro nestes sete meses de governo tem mostrado todo o perigo que representa para a população. Até mesmo burgueses tem se matado diante tanta opressão imperialista.

Bolsonaro conseguiu aprovar a destruição da previdência, algo que nem FHC conseguiu!

E é até difícil elencar os ataques realizados nestes sete meses. Se desde o golpe de 2016, com Temer à frente do executivo, os ataques se aceleraram rapidamente, com Bolsonaro no poder, houve uma escalada geométrica.
O regime bolsonarista, fascista e militar, já conseguiu preparar todo o terreno para uma ditadura totalitária. No terreno jurídico, estabeleceu-se o direito da polícia matar; na educação, Bolsonaro espalhou escolas militares e está transformando as universidades públicas em verdadeiros quartéis, em que toda a informação sobre os estudantes passe diretamente para a inteligência; projetos querem legalizar as milícias das quais Bolsonaro é representante - estão preparando o terreno para a criação da SS e SA brasileira; a censura contra jornalistas se faz cada vez mais aberta e descarada.

A qualquer momento o regime pode fechar, a qualquer momento pode ocorrer o nosso incêndio do Reichstag, ou o AI-5 de 1968. Esses sete meses de governo foi apenas um aperitivo do que significa o fascismo no poder. Imaginemos mais 3 anos e meio de governo fascista militar?! Ninguém aguentará até lá.

Militantes sem-terra já tem sido assassinados no campo. A volta da tortura, dos assinados em massa de inimigos políticos do governo está na pauta do governo. Até mesmo a VEJA já está indicando essa hipótese.

Não faz mais sentido tergiversar sobre o que deve ser feito; dar tempo para eles é dar tempo para que essa operação arriscada conquiste setores amplos da burguesia. É preciso aproveitar o momento em que ainda há contradições nos setores dominantes para desferir uma ofensiva sem tréguas contra esse governo vende-pátria.

A única maneira de derrotar as medidas parciais que se multiplicam às dezenas, a única forma de acabar com a volta do Brasil-colônia, é colocar em pauta em todas as organizações da esquerda, do movimento operário e popular a derrubada de todos os fascistas e golpistas.

Fora Bolsonaro! Fora Mourão! Fora todos! é o grito que deve guiar todo e qualquer mobilização política daqui para frente.

É preciso radicalizar no conteúdo das palavras-de-ordem, para que o movimento nas ruas se radicalize. De outra forma, a vida de centenas de milhares de militantes, da vanguarda intelectual e cultural deste país estará ameaçada a curto prazo.

Por uma frente única antifascista de todos os sindicatos, partidos, associações de bairros, centro acadêmicos, movimentos sociais pela Fora Bolsonaro agora!

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