Fora Partido Militar!

"O Brasil precisa interromper essa impertinente e inaceitável politização das Forças Armadas e a militarização da sociedade. Porém, é preciso ir além", escreve o colunista Roberto Moraes

(Foto: Midia Ninja / Agência Brasil)
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O quadro atual da política no Brasil deixa claro que a sociedade e as forças de oposição precisam ir além do Fora Bolsonaro.

O desmonte da nação, a entrega de nossas empresas e riquezas a preço vil, a incompetência dos militares na invasão que fizeram nos cargos civis, são elementos clarividentes que a sociedade brasileira precisa retomar o projeto de Nação fazendo com que os militares retornem para a vida militar e às suas atribuições.

O Brasil precisa interromper essa impertinente e inaceitável politização das Forças Armadas e a militarização da sociedade. Porém, é preciso ir além. Será preciso punir severamente os responsáveis pelo genocídio e pela corrupção na compra das vacinas e da área de saúde como um todo, evidentemente incluindo todos os militares.

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O Partido Militar vem se apoiando em três vértices. O primeiro é a base dele, a força armas que balançam contra a sociedade que lhe faz oposição. O segundo é o poder financeiro, a Faria Lima, a força do mercado financeiro cada vez mais imbricado e comandando a economia real. O terceiro são os EUA que há uma semana mandou o chefe da Cia, William Burns, mais como representante do Deep State do que como interlocutor de Biden para ajustar as bases de uma negociação com Bolsonaro e os generais do Partido Militar.

É muito provável, que os generais do Partido Militar tenham realizado trocas com os EUA para se manterem no poder no Brasil, desde que garantam sustentação para enfraquecer o Mercosul, enquadrar a Venezuela e travar os governos autônomos da América Latina impedindo realinhamentos que não interesse às forças estadunidenses.

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O que está sendo exposto nesse momento é fruto desses movimentos anteriores. Porém, novos movimentos já estão em curso. A Faria Lima abertamente já estuda opções, possivelmente, junto com interlocutores de Biden, que para fora, continua agindo como império.

No Brasil, a retomada de um projeto de nação depende ainda que seja retirado o protagonismo do mercado sobre a vida em sociedade, até para que a nação tenha autonomia e soberania. Mas, sobretudo é preciso ter clara a direção: #ForaPartidoMilitar!

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