Fraude da data de demissão de Weintraub comprova: governo é vigarista mambembe

O jornalista Gustavo Conde afirma que a fraude na data na demissão de Weintraub joga o governo na lista humilhante de "vigaristas mambembe". Ele ainda diz: "o mais incrível de tudo é que essa associação de bandidinhos de quermesse ainda mete medo em muita gente (...) e o medo segue definindo o nosso momento político"

Abraham Weintrab anuncia sua demissão do MEC (18.6.20)
Abraham Weintrab anuncia sua demissão do MEC (18.6.20) (Foto: Reprodução)
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Essa história de mudar a data da demissão do Weintraub no Diário Oficial para evitar problemas diplomáticos com a fuga do ex-ministro para Miami é emblemática.

Esse pessoal que está no governo é vigarista mambembe.

São golpistas do varejo, daqueles que montam cursos fraudulentos e fazem tours pelo interior do país, enganando a população mais simples.

São punguistas baratos, batedores de carteira, clepto-mitômanos, delinquentes, vândalos que estouram placas e soltam fogos em tribunais.

Os militares que estão com eles são uma espécie de velhacaria de grife, a banda podre do exército que não encontrava espaço nas Forças Armadas e decidiu chutar o pau da barraca camuflada.

Aliás, o próprio ex-tenente (não chegou a capitão) foi expulso por questões psicotécnicas e de caráter.

Foi um terroristinha à sua maneira (também precário).

Esses bandidos pés de chinelo bolsonaristas poderiam ter aprendido a fraudar e a roubar como o PSDB. Os tucanos, sim, sabem como desviar verba pública de maneira sofisticada, com engenharia complexa, laços jornalísticos e robustez financeira.

Quem fraudaria o país com tanta tecnologia financeira como nos casos da privatização da Vale e da construção do Rodoanel? Da maxidesvalorização do real, em 1999?

'Isso' é fraude. 'Esse' é o orgulho das nossas elites financeiras.

Por outro lado, toda essa precariedade técnica na arte de roubar é o que talvez que explique o discurso nazista dos animais bolsonaristas: é o que resta a eles. Na falta da expertise tucana, o negócio é assustar e chocar.

A elite brasileira está decepcionada com Bolsonaro não por causa de seu discurso nazista. A elite brasileira está decepcionada com Bolsonaro em função de sua precariedade técnica na arte de desviar recursos públicos.

Como apoiar um batedor de carteira? Como tutelar um punguista de quinta categoria? Como sustentar um vigarista vulgar que se contenta em praticar 'rachadinhas" com verba de gabinete ('rachadinha', que nome horroroso!)?

O mais incrível de tudo é que essa associação de bandidinhos de quermesse ainda mete medo em muita gente, sobretudo nos analistas sofisticados que re-embalam as teses mais velhas do mundo a respeito de golpes militares e psicologia de caserna para alimentar o pânico do leitor entediado com a quarentena.

Reparem que o único argumento que perambula por aí no mercado do "colunismo de alerta" é o medo de golpe e autogolpe.

Que vasto repertório!

É uma espécie de maldição. Brasileiro tem fixação em golpe militar. O golpe parlamentar contra a democracia e contra Dilma assanhou esse fetiche 'masoquista de antecipação' dos intelectuais de restaurante e jornalistas de circo: "vai ter golpe, só não vê quem não quer".

E fica nisso.

Aliás, uns dizem: já estamos em plena ditadura.

Em plena pandemia e em plena ditadura.

Na verdade, caras pálidas, estamos em plena falta do que dizer e em plena falta do que fazer.

O dado concreto que estala de tão real é: governo e integrantes do governo, militares ou não, são a vagabundagem mais rasteira da história universal do punguismo.

São todos bandidinhos, Bolsonaro, Heleno, Ramos, Weintraub, Damares, Salles, Wajngarten, filharada miliciana et caterva.

Só uma pessoa no Brasil parece ter percebido isso: Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes tem estourado o covil da bandidagem bolsonarista como o PM que dá batida violenta na periferia.

Ele esculacha, manda prender, faz cara feia e ainda dá risada na fuça dos bestializados [contém ironia].

É assim que Bolsonaro deve ser tratado. Não é com o medo pequeno burguês da nossa elite intelectual civilizenta - sic.

Que se dê nome aos bois de uma vez: este governo é composto, em toda a sua extensão, por bandidinhos pé de chinelo de quinta categoria.

Quando a gente entender isso e perder o medo, Bolsonaro mergulha na lixeira tóxica e dá adeus à brincadeira de achar que é presidente.

Nem como nazista será lembrado.

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