Furacão devasta cidades na Líbia
Os especialistas em clima alertaram que o aquecimento global significa que mais água evapora durante o verão, o que leva a tempestades mais severas
O país decretou três dias de luto após a morte de mais de duas mil pessoas devido ao furacão Daniel, que atingiu várias regiões e cidades do norte e leste do país, causando fortes chuvas e inundações que resultaram na destruição de casas, estradas e barragens.
O ministro da Aviação Civil do governo líbio, Hisham Shekiwat, revelou que cerca de um quarto da cidade de Derna foi destruído pelo furacão Daniel, causando perdas catastróficas. Também mencionou que mais de mil corpos foram encontrados em Derna devido às inundações.
O Ministro da Saúde, Othman Abdel Jalil, expressou preocupação de que o número de mortes possa chegar a 10000, considerando o grande número de sobreviventes que as equipes de resgate ainda não conseguiram resgatar.
Um especialista ambiental explicou as razões por trás da devastação do furacão Daniel e a importância de implementar sistemas de alerta precoce para reduzir perdas e vítimas em futuros eventos climáticos extremos.
Fontes médicas líbias relataram a morte de cerca de 2.800 pessoas devido às inundações causadas pelo furacão mediterrânico "Daniel", levando o Conselho Presidencial da Líbia a declarar áreas de desastre.
As autoridades líbias impuseram toque de recolher, declararam estado de emergência e fecharam escolas e instituições públicas, enquanto várias estações petrolíferas foram temporariamente fechadas.
As chuvas intensas resultaram em inundações generalizadas e deslizamentos de terra perigosos, afetando infraestruturas, causando cortes de energia, destruindo estradas, pontes, escolas e hospitais.
Muhammad Masoud, porta-voz da administração líbia em Benghazi, informou que pelo menos 1.500 pessoas morreram devido às chuvas torrenciais causadas pela tempestade Daniel em Derna, Jabal al-Akhdar e arredores de al-Marj.
O Primeiro-Ministro do Governo Provisório em Trípoli, Abdul Hamid Dabaiba, emitiu diretrizes para agências estatais lidarem com os danos e inundações nas cidades do leste.
As Nações Unidas na Líbia estão monitorando de perto a situação da tempestade e planejam fornecer ajuda humanitária urgente.
A tempestade atingiu a Grécia, Turquia e Bulgária na semana passada, e as equipes de resgate gregas anunciaram, ontem, domingo, a recuperação dos corpos de quatro pessoas no centro da Grécia, elevando para 15 o número de mortos na sequência da tempestade mais forte do país desde que os registros começaram em 1930.
Também causou o colapso de casas e pontes na Grécia, e escolas, estradas e postes de eletricidade foram destruídos. Animais se afogaram, e colheitas morreram na planície fértil da Tessália.
As autoridades gregas afirmaram ter evacuado mais de 4.250 pessoas até agora, uma vez que os esforços se concentraram nas aldeias perto da cidade de Larissa e próximo ao rio Pinios, partes do qual inundaram ainda mais as aldeias.
Os especialistas em clima alertaram que o aquecimento global significa que mais água evapora durante o verão, o que leva a tempestades mais severas.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

