Geopolítica: Make Brazil a Slave Again

Bolsonaro viajou aos Estados Unidos da América para visitar a CIA, o Presidente Donald Trump, fechar acordos bilaterais e entregar os brasileiros ao poderio atômico dos EUA. Este fato lamentável na geopolítica ficará marcado na história como o presidente que fez o Brasil escravizado novamente

Geopolítica: Make Brazil a Slave Again
Geopolítica: Make Brazil a Slave Again (Foto: REUTERS/Carlos Barria)

Bolsonaro viajou aos Estados Unidos da América para visitar a CIA, o Presidente Donald Trump, fechar acordos bilaterais e entregar os brasileiros ao poderio atômico dos EUA. Este fato lamentável na geopolítica ficará marcado na história como o presidente que fez o Brasil escravizado novamente.

Um grande navio muda o rumo

Luiz Inácio Lula da Silva, ao assumir a presidência do Brasil em 2002, instaurou a mudança de rumo “do navio” brasileiro na geopolítica mundial, alterando a rota, vagarosamente, das ordens que vinham da bússola militar dos EUA e Europa do Polo Norte, para outras rotas multipolares como Índia, China, Rússia e África subsaariana. Esta virada foi possível por Lula e Dilma terem a compreensão de que a política externa brasileira sempre foi tratada para deixar os brasileiros subalternos e dependentes aos norte-americanos e europeus. Este dependência construída desde o ano 1500, contava com uma estrutura em que a elite local no Brasil colônia, branca e sem liderança, mandava seus filhos estudarem na Europa ou EUA, e aprendiam que tudo que era feito abaixo da linha do equador era ruim.

Romper com a dependência exigiu fortalecer os cérebros brasileiros e colocá-los posicionados a olhar para dentro do país, para nossos pobres sentados sobre riquezas e sem poder explorá-las por falta de créditos, de tecnologia e de liderança. Lula criou várias Universidades e Escolas Técnicas para reverter o rumo do navio. Em poucos anos estaríamos independentes, autônomos, e exportando tecnologia para o mundo dependente para que rompessem suas amarras dos EUA e Europa.

Porém, tudo mudou no ano de 2006, quando o Brasil encontrou sua chave para abrir as portas do futuro

Pré-sal acordou os dragões

A arma de Lula para evitar a fome dos Rockefeller (os monopolistas da energia fóssil) e mover guerras contra o Brasil para jantar o pré-sal foi a Diplomacia brasileira. O Brasil é historicamente conhecido como dono da diplomacia atômica, que vale mais do que muitas bombas. Em 2007 Bush e Lula assinaram um memorando de entendimento sobre a evolução de pesquisas em biocombustíveis, que o Brasil estava avançando a passos largos, e se comprometeu a compartilhar tecnologias com EUA e não se tornar um monopolista. Diferentemente, os EUA já estavam sentindo o cheiro do petróleo e, nada diplomáticos, passaram a usar de suas armas para derrubar Lula e abocanhar o pré-sal sem chamar a atenção internacional.

A diferença da estratégia de Lula/Dilma e de Bush/Obama foi que o Brasil queria e podia ser independente dos EUA e da Europa, mas para isso precisava formar uma nova geração de brasileiros independentes, e os EUA fariam de tudo para sabotar o plano.

O Brasil não precisava ficar de joelhos em frente aos monopolistas norte-americanos, aos barões do petróleo, que fazem guerras contra o mundo para garantir que os Rockefeller dominem as reservas de petróleo do planeta para controlar as economias e manter o regime de escassez de uma matéria prima energética que é, na verdade, abundante. Ou seja, controlando as reservas de petróleo no mundo e militarizando as jazidas e rotas de exportações do petróleo, os Rockefeller garante aos EUA o monopólio da energia fóssil e a subalternização do mundo ao dólar.

Caso algum país saia da armadilha do dólar e venda petróleo em qualquer outra moeda, os Rockefeller perdem o monopólio e os EUA perdem o controle da energia.

Lula e Dilma driblaram esta armadilha com diplomacia, mas sabiam que os dragões estavam famintos. A única forma de garantir o pré-sal aos brasileiros e evitar os saqueadores era colocar leis que definissem que os lucros da exploração do pré-sal pela Petrobras seriam gastos com saúde e educação para formar a nova geração. Com isto, o Brasil seria um país que teria desatrelado seu petróleo do dólar dos EUA e de sua dívida pública estratosférica que deverá ser paga um dia por cada cidadão norte-americano. O Brasil, neste plano, poderia filiar diretamente o petróleo a cada brasileiro, no presente e no futuro, que teria sua saúde e sua educação como ativos que lastreariam a dívida pública brasileira. No sentido de, sim, gastamos nossos lucros com petróleo em pessoas que em uma geração passam a criar riquezas para o país. Mas a estratégia foi boicotada pelos militares brasileiros que sofrem de síndrome de vira-latas

Os militares entregaram o pré-sal e o futuro dos brasileiros

General Villas Bôas e seus seguidores Heleno e Mourão não entendem como funciona a maior arma de defesa do Brasil: a diplomacia. Os militares fazem parte da rede de informações dominada por paranoicos, e não percebem que a diplomacia exige o jogo de cartas na mesa e depósito de confiança no suposto inimigo, observando-o como parceiro em algumas jogadas, e outras não. Os militares jogam a partir da premissa “amigo” e “inimigo”. E no caso das armas, “amigo” é aquele que pode vencer a guerra. No caso dos militares brasileiros o raciocínio é raso, considerando “amigo” quem tem mais bombas atômicas, sendo que o Brasil não possui nem uma dessas armas nucleares e por isso precisaria se aliar ao fortão da escola.

A subserviência dos militares brasileiros aos norte-americanos começa, portanto, na insignificância militar e despreparo diplomático. Agrega-se a isso, ao fato de usarem metodologias de planejamento antiquadas e completamente previsíveis. O Brasil não possui sistema de georreferenciamento, por exemplo, e para soltar qualquer míssil, é obrigado a pedir emprestado satélites dos EUA, Rússia ou China. O alinhamento aos EUA também advém da formação dos militares brasileiros que é eurocentrada e norte-americacentrada. Justamente o que Lula e Dilma estavam tentando alterar, com apoio de membros das Forças Armadas que entenderam os propósitos de Lula e Dilma, como Othon Silva, ex-Almirante da Marinha brasileira, que se dedicou à sustentabilidade brasileira em pesquisas atômicas, mas foi preso pela Operação Lava-Jato.

Talvez uma nova geração de militares pudesse, no futuro, retirar o Brasil da dependência canina aos EUA e Europa, mas vemos que não houve tempo suficiente, pois Villas Bôas e seus vira-latas adestrados usaram Bolsonaro e demais retardados políticos para tomar o poder e permanecer nas sombras, ao estilo Deep State dos EUA onde os milicos escrevem os discursos que o presidente lê frente às câmeras.

Com Bolsonaro no poder ou com Mourão golpeando e tomando o Palácio do Planalto para os generais, o Brasil só terá um caminho que foi planejado pelas Forças Armadas de fazer o Brasil escravizado novamente. Em inglês “Make Brasil a Slave Again”.

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