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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Gilmar impede liberdade de Queiroz

"Como foi um ministro do STF que determinou a prisão domiciliar de Queiroz, ela não poderia ser revogada por decisão do STJ. Durou pouco a alegria de Queiroz", escreve o jornalista Alex Solnik

Gilmar Mendes, ministro do STF (Foto: Valter Lima)

Por Alex Solnik

Durou pouco a alegria de Queiroz, que esperava ficar livre a partir da decisão da 5a Turma do STJ que revogou, por 3 a 2 sua prisão domiciliar.

Queiroz foi preso a 19 de junho de 2020, flagrado na casa do advogado da família Bolsonaro, Fredrick Wassef, em Atibaia, onde estava foragido.

No dia 9 de julho, as prisões foram relaxadas pelo presidente do STJ, João Otávio de Noronha que mandou o casal para prisão domiciliar, durante plantão, contrariando decisão do relator do caso, ministro Felix Fischer.

No mês seguinte, a 13 de agosto, Fischer revogou a decisão de Noronha, mandou Queiroz e a mulher de volta à cadeia.

No dia seguinte, 14, o ministro do STF Gilmar Mendes revogou a decisão de Fisher: graças a um habeas corpus mandou o casal, novamente, para prisão domiciliar.

Como foi um ministro do STF que determinou a prisão domiciliar de Queiroz, ela não poderia ser revogada por decisão do STJ, instância inferior, motivo pelo qual a prisão domiciliar foi revogada, mas Queiroz e a mulher continuam em prisão domiciliar.

Gilmar, que no ano passado tirou Queiroz da cadeia, agora impede que ele fique livre.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.