Globo, 50 anos contra os trabalhadores

Na edição de 26 de abril de 1968, portanto há 49 anos, Globo cravara na primeira página a seguinte manchete: “Considerado Desastroso para o País um 13º Mês de salário”. Neste domingo (12), em editorial, o jornalão golpista defendeu o fim da CLT por considerá-la uma "fábrica de conflitos judiciais"

Não é de hoje que Globo é contra os trabalhadores brasileiros.

Na edição de 26 de abril de 1968, portanto há 49 anos, Globo cravara na primeira página a seguinte manchete: “Considerado Desastroso para o País um 13º Mês de salário”.

Naquela época, o Brasil vivia a ditadura militar, o Estado de exceção, a supressão dos direitos políticos e individuais.

Os trabalhadores e a economia da nação pensaram diferentes nessas últimas cinco décadas acerca do 13º salário.

Agora, em 2017, a Globo voltou à carga contra os trabalhadores e a democracia.

Em pleno golpe de Estado (sic), Globo retomou sua campanha contra os trabalhadores brasileiros.

Neste domingo (12), em editorial, o jornalão golpista defendeu o fim da CLT por considerá-la uma “fábrica de conflitos judiciais”.

Para buscar adeptos na luta contra o andar de baixo, Globo parte para o ataque ideológico rotulando a CLT como sendo inspiração no fascismo de Mussolini.

Nada a ver. A CLT é fruto de uma construção nacional, por isso é o “código” trabalhista mais longevo do pós-2ª Guerra Mundial.

A CLT representa a edificação do Estado Social – ou wellfare state, o Estado de Bem-Estar Social – em detrimento do antigo Estado liberal que vigorou no país até o início dos anos de 1940.

Ao pregar o fim da CLT, Globo propõe a precarização da mão de obra – o fim do 13º salário, o fim das férias, o aumento da jornada de trabalho, o fim da aposentadoria, dentre outras maldades contra os trabalhadores brasileiros.

Globo é contra os trabalhadores. Ao se posicionar contra a CLT, a Globo apenas está sendo a própria Globo. Nenhuma novidade, portanto.

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