Globo culpa eleição pela economia em crise

Sardenberg é  o discurso da Globo para barrar as eleições de modo a encaminhar a economia no rumo que Tio Sam quer, isto é, sucateamento total para o império nadar de braçada. Só com ditadura se consegue essa façanha



Teoria do caos

Carlos Alberto Sardenberg, em comentário estapafúrdio, hoje, na Globo/CBN, diz que o clima eleitoral passou a perturbar, fortemente, a economia. com o PIB, completamente, broxa. Esperava-se crescimento de 1,5%, no trimestre terminado em janeiro. Veio só 0,99%, números preliminares do BC. Nos próximos meses, a situação continuará crítica. Não há viagra que dê jeito. A culpa da crise, agora, é a proximidade crescente da eleição. Democracia é o problema. Ela atrapalha as evidências de recuperação. Perturba. Não se sabe o que vai acontecer. Logo, a incerteza não contribui para ativar as forças produtivas.

Feito papagaio, repete Meirelles/Guardia, gênios neoliberais, porta vozes de Wall Street, que, como não se sabe o que vai acontecer, o pior pode vir por aí, depois das eleições, com os novos eleitos. Quem ganhar, e não será força oficial a faturar, porque as pesquisas reprovam o governo, vai mudar o que Meirelles/Guardia considera certo.

O positivo, na avaliação dos neoliberais, é continuar o que o povo está reprovando, o desemprego, o arrocho salarial, a fome, a paralisia produtiva, o PIB rastejando etc. Cortaram, por vinte anos, gastos que puxam a economia, como são os realizados pelos setores sociais, educação, saúde, segurança, infraestrutura etc. Eles são a renda disponível para o consumo.

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Como o governo não joga dinheiro algum na circulação, não há o que os empresários pedem: demanda. É ela, agitada pelo gasto social, que puxa os preços, reduz salários, diminui juro e perdoa dívida contratada a prazo. Aí, sim, o empreendedor fica valente, vai ao investimento, vira animal, instinto total etc e tal. Não vai ser só redução de juro que vai animá-lo, tá na cara.

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Saqueio golpista

Os caras deram o golpe, para saquear o país. O saqueio requer a paralisia econômica, para os ativos ficarem baratos. Importaram a narrativa de Tio Sam que o problema nacional número um é a corrupção e não a desigualdade social e que o ataque eficaz aos corruptos é diminuir o tamanho do estado, a gênese da corrupção.

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Emagrecer o estado é combater corrupção, sopra Tio Sam, que não faz o que apregoa. Providência essencial: cortar os gastos não financeiros(setores sociais e produtivos); deixar solto, apenas, os gastos financeiros(juros da dívida pública), que já estão comendo quase 50% do Orçamento Geral da União(OGU), estimado, para esse anos, em R$ 3,5 trilhões. Não sobra nada para a economia real, tudo é dirigido para a economia virtual, especulativa.

O estado, portanto, fica sem recursos para capitalizar suas empresas. Descapitalizadas, não podem aguentar nem seus próprios custos. Melhor, então, vendê-las, o mais rápido possível. É o que estão, calculada e criminosamente, fazendo com Eletrobras e Petrobrás, construtoras históricas do desenvolvimentismo nacional. Estado em dieta total, por sua vez, não arrecada o suficiente para atender demandas sociais.

A arrecadação governamental requer irrigação de dinheiro com o qual se faz negócio, por meio do qual nascem os impostos, sem os quais, babau investimentos. Governo é tipo São Francisco de Assis. Tem que dar para receber. Cada R$ 1 que joga no mercado, arrecada R$ 0,40 de imposto. Melhor negócio do mundo.

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Se ele não exercita essa função, claro, não ganha eleição. Congelar gastos. que promovem renda disponível para o consumo. é apostar na crise. Vive-se, com os golpistas, a partir de 2016, era economicamente glacial. Foi, claro, preciso interromper a democracia, para por em ação uma narrativa anticapitalista, colonial, subordinada ao imperialismo de Tio Sam. Feito isso, vai se entregando o patrimônio de forma acelerada.

Deflação e crise

A inflação, nesse ambiente, não sobe de jeito nenhum, porque a variável econômica independente do capitalismo, aumento da quantidade de dinheiro na circulação, foi anulada. Destrói-se o silogismo capitalista essencial: consumo, produção, distribuição, circulação, arrecadação e investimentos.  Sem consumidor, embora os juros caiam, os preços desabam, rumo à deflação, pior negócio para o capitalista.

Certamente, os eleitores estão putos com esse governo, que, naturalmente, fica inviável, eleitoralmente. Quanto mais vai se aproximando da eleição e mais se vai inviabilizando os candidatos da base governista, mais as tensões aumentam a crise política, que, assim, sinaliza mudança do modelo neoliberal fracassado, se for mantido processo democrático.

Por isso, Sardenberg, chororô, diz, agora,que o problema é a incerteza eleitoral. Os golpistas entraram num beco sem saída. Se ficar, o bicho pega, se correr, o bicho come. Cresce, por isso, as vozes agourentas favoráveis a suspender o calendário eleitoral. Se for mantido, quem fica cada vez mais viável, eleitoralmente, é aquele que eles encarceram em Curitiba, condenando-o sem provas, como o culpado maior da corrupção. Ora, se é ele que está bombando na pesquisa, a leitura correta, do ponto de vista popular, é que  o povo quer mais corrupção e não falsa moralidade, que está matando a economia por elevar, exponencialmente, as incertezas, quando mais aprofundam as malucas teses neoliberalizantes.

Sardenberg chororô diz que o mundo está vivendo uma bonanza, e mais uma vez o Brasil está perdendo o bonde da história. Mas, quem levou o país a essa situação, senão os golpistas que acreditaram que matando a  galinha dos ovos de ouro, o mercado e as empresas do governo, base do desenvolvimentismo econômico, iriam fortalecer e não enfraquecer a economia?

Sardenberg é  o discurso da Globo para barrar as eleições de modo a encaminhar a economia no rumo que Tio Sam quer, isto é, sucateamento total para o império nadar de braçada.

Só com ditadura se consegue essa façanha.

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