Globo imita Bolsonaro e não responde por que Messer entregava pacotes de dólares para os Marinho

O colunista Jeferson Miola afirma que a Globo copia Bolsonaro quando o assunto é Dario Messer. Ele pergunta: "ora, com tal riqueza de detalhes, a Rede Globo está obrigada a responder: por que, ao longo do período, Messer entregou milhões de dólares em dinheiro vivo e em moeda estrangeira na sede da emissora?"

(Foto: Divulgação)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Bolsonaro não responde por que Fabrício Queiroz, o parceiro de pescarias, capataz e gerente financeiro dos esquemas criminosos do clã depositou R$ 89 mil na conta bancária da sua esposa Michele Bolsonaro.

Quando perguntado a respeito, Bolsonaro se descontrola totalmente e reage com raiva e violência. Ameaça “encher de porrada” a boca de jornalista e xinga repórter de otário, bundão, safado …

Uma reação, enfim, que seria incompatível para quem não tivesse nada a esconder.

A Rede Globo imita Bolsonaro e não responde por que Dario Messer “entregava de duas a três vezes por mês quantias que oscilavam entre 50.000 e 300.000 dólares” “em espécie para os Marinho”, conforme reportagem da revista Veja sobre delação do “doleiro dos doleiros”.

Segundo Messer, “a entrega dos pacotes de dinheiro acontecia dentro da sede da Rede Globo, no Jardim Botânico”, e “os destinatários do dinheiro seriam os irmãos Roberto Irineu (Presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo) e João Roberto Marinho (vice-presidente do Grupo Globo)”.

Na delação, Messer também detalhou que “a pessoa que recebia o dinheiro na Globo era um funcionário identificado por ele como José Aleixo”.

De acordo com Fernando Brito, editor do site Tijolaço, Aleixo “não só sempre foi o homem forte das finanças da Globo, como assessorava o próprio Roberto Marinho em suas movimentações financeiras desde os tempos dos acordos com a Time Life que permitiram a construção do império”.

Como se observa, na delação o “doleiro dos doleiros” não economizou detalhes acerca [1] da quantia de dinheiro vivo entregue – pacotes com entre 50 mil a 300 mil dólares; [2] da regularidade de entrega – de duas a três vezes por mês; [3] dos destinatários do dinheiro – os irmãos Roberto Irineu e João Roberto; [4] do receptador do dinheiro – José Aleixo e [5] do local de entrega – dentro da sede da Rede Globo no Jardim Botânico.

Ora, com tal riqueza de detalhes, a Rede Globo está obrigada a responder: por que, ao longo do período, Messer entregou milhões de dólares em dinheiro vivo e em moeda estrangeira na sede da emissora?

A omissão da Globo, assim como o ocultamento deste fato do jornalismo da emissora como se fosse um não-acontecimento, é o equivalente da Globo à postura raivosa e violenta do Bolsonaro quando provocado a responder por que Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da Michele.

Tanto a Rede Globo como Bolsonaro devem apresentar suas respostas. Afinal, em matéria de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, a lei deve valer para todos, se as instituições de fato funcionam normalmente.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247