Gostar da democracia já é o suficiente para votar em Haddad

Ninguém precisa ser ou gostar do PT para votar em Fernando Haddad nesse momento. Basta ter a democracia como um valor. Basta não ser favorável à tortura e ao genocídio de quem pensa diferente

Gostar da democracia já é o suficiente para votar em Haddad
Gostar da democracia já é o suficiente para votar em Haddad (Foto: Ricardo Stuckert)

Ninguém precisa ser ou gostar do PT para votar em Fernando Haddad nesse momento. Basta ter a democracia como um valor. Basta não ser favorável à tortura e ao genocídio de quem pensa diferente. Basta não crer que mulheres devam ganhar menos porque engravidam, que lares chefiados por mães e avós são desajustados e que o 13º e férias remuneradas devam acabar.

Nosso adversário fala abertamente em prender e exilar adversários políticos. Seu vice não perde a oportunidade de proferir opiniões racistas e seu filho ameaça de maneira explícita o Poder Judiciário. Os apoiadores, nas ruas, reproduzem o ódio que aprendem enquanto milhões de pessoas recebem notícias falsas com dinheiro sujo do caixa dois.

Bolsonaro não tem nenhuma proposta para a retomada do emprego e nem mesmo para a segurança pública, a não ser armar a população e defender corporações. Já defendeu o fuzilamento do presidente FHC pela privatização da Vale do Rio Doce, medida econômica que hoje ele concorda. Isso mostra que, até mesmo seus eleitores correm perigo com Bolsonaro na presidência, estando todos os brasileiros e brasileiras sujeitos às alterações de humor do Capitão tirano. Ele diz que é o novo na política, mas colocou os filhos na atividade, já admitiu uso de caixa dois em suas campanhas para deputado, já teve funcionária fantasma e foi do partido de Paulo Maluf por mais de 20 anos. Defende a agenda neoliberal de Temer na economia e o comportamento da ditadura militar no trato aos adversários. Nada mais atrasado.

Em meio a tantos absurdos, é impossível não ver excelentes qualidades em Haddad, alguém ponderado, preparado e com trabalho realizado pelo país. Sua eleição é a única possibilidade do diálogo, da retomada do emprego e do respeito às diferenças.

A virada que precisamos já ocorreu, por exemplo, em Portugal, em 1986, na eleição em que Mário Soares e as forças democráticas derrotaram justamente o fascismo. Para isso, é fundamental que todos e todas estejamos juntos para derrubarmos não só a mentira e a intolerância, como a política do golpe, o congelamento de investimentos públicos, a entrega do Pré-sal e a reforma trabalhista.

Se o lulismo foi a força capaz de chegar ao segundo turno para enfrentar Bolsonaro, a candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila deixa de representar uma coligação de partidos ou determinada corrente política para representar a defesa das instituições democráticas e a única possibilidade da civilização vencer a barbárie, e da verdade vencer a mentira e a manipulação.

A esperança irá vencer a mentira e o preconceito. Para isso, precisamos de todos e todas unidos pela saúde da nossa democracia e das nossas instituições.

A reta final exige muito esforço contra forças muito poderosas e com péssimos interesses. É hora de deixarmos qualquer diferença de lado e caminharmos juntos. Acima das divergências políticas, está o Brasil e a luta para que ele encontre o seu verdadeiro destino; um país generoso, de paz, prosperidade, respeito às diferenças e justiça social.

Ao vivo na TV 247 Youtube 247