Governador do DF adere ao populismo genocida do governo Bolsonaro

(Foto: Marcelo Camargo - ABR)
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As últimas ações, omissões e pronunciamentos de Ibaneis Rocha revelam que o governador do Distrito Federal aderiu ao populismo genocida do governo Bolsonaro, na contramão das orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de experiências internacionais bem-sucedidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus.  

Além de se omitir na necessária defesa do Estado Democrático de Direito, ao não manifestar oposição às atitudes de Bolsonaro que atentam contra a saúde pública, as instituições republicanas e a Constituição Federal, Ibaneis Rocha aderiu à campanha bolsonarista pelo fim das medidas de isolamento social adotadas pelos entes subnacionais para conter a pandemia do coronavírus e evitar o colapso do Sistema Único de Saúde.  

Além de anunciar a reabertura do comércio no Distrito Federal, a partir do dia 04 de maio, o governador Ibaneis Rocha determinou que a Secretaria de Educação elabore e apresente, no prazo de 10 dias, um plano para a reabertura das escolas do Distrito Federal, a começar pelas escolas que ofertam ensino médio.  

A determinação se deu após uma reunião entre Ibaneis Rocha e Jair Bolsonaro, na qual os dois debateram a possibilidade de retomada das aulas presenciais nos colégios militares e nas escolas cívico-militares do Distrito Federal, como forma de induzir a reabertura das escolas no restante do país, em detrimento da saúde dos estudantes, dos trabalhadores em educação e de seus familiares. 

Somente nesta semana o Distrito Federal deu início a um processo mais vigoroso de testagem da população para diagnosticar o coronavírus, capaz de subsidiar um diagnóstico mais preciso sobre o estágio do contágio. Anunciar a reabertura do comércio e ensaiar a reabertura das escolas sem saber se o DF atingiu o pico da curva de contágio é uma atitude no mínimo irresponsável, para não dizer criminosa, uma vez que atentatória à saúde pública.  

O governador Ibaneis Rocha caminha para transformar o Distrito Federal em um laboratório do genocídio que o presidente Bolsonaro está disposto a promover no Brasil. Os estudantes, trabalhadores em educação e seus familiares, muitos dos quais integram grupos de risco, não podem ser explorados como cobaias nesse laboratório da morte.  

Todos queremos retornar à normalidade, fazer a roda da economia girar, preservar e gerar empregos, impedir que os estudantes percam definitivamente o ano letivo, mas precipitar a reabertura do comércio e das escolas trará um custo elevado em vidas: vidas que não podem ser repostas como os dias letivos.

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