Grandes líderes pregam a paz
A agenda do presidente do Brasil na Europa é extensa e oportuna
No mesmo dia em que o presidente Lula se encontrava em Madri com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para tratar da paz num mundo em guerra, da soberania dos países e do fortalecimento da democracia, duas boas notícias são anunciadas: a abertura do Estreito de Ormuz e o cessar-fogo no Líbano. A agenda do presidente do Brasil na Europa é extensa e oportuna: fortalecer o Mercosul e tratar de uma paz duradoura. Para os que não conseguem ver o protagonismo de Lula, vão alegar que o presidente é um homem de sorte.
A sorte não tem nada de errado, faz bem para qualquer um. Quando a causa é do bem comum, ela é muito bem-vinda. Duas lideranças que brilham no cenário internacional, uma latina e outra europeia, que sempre se posicionaram contra as guerras em curso e pela paz, marcaram um encontro para conversar, que caiu bem no dia do cessar-fogo. Para alguns, uma simples coincidência; já outros acham que nada é por acaso.
Os acordos anunciados vieram em boa hora. Se vão ser duradouros ou não, só o tempo vai dizer. Muita destruição, milhares de civis mortos, trilhões de dólares gastos que vão impactar por muito tempo os países diretamente envolvidos e boa parte da economia global. A matança que provocaram, criando uma guerra motivada por interesses obscuros, vai trazer consequências aos envolvidos. Sem dúvida, o que fizeram vai ter cobrança.
As recentes e duríssimas declarações do Papa Leão XIV tiveram endereço: sua terra natal. Com a guerra, os EUA ficaram sem o apoio de antigos parceiros, vivem um brutal descrédito interno e assistem a crescentes protestos com milhões de pessoas nas ruas. Diante dessa insustentável realidade, as ameaças e bravatas de Trump já não fazem o mesmo efeito. A história mostra que, até hoje, as grandes lideranças mundiais que nos vêm à mente foram pacifistas. Homens e mulheres que, com dignidade, determinação e uma boa causa, são aqueles cujo legado a história reconheceu e cujas memórias preservou.
PS - No sábado, 18, Lula deixou a Espanha. Saiu de Barcelona ovacionado por líderes mundiais que participavam do Fórum em Defesa da Democracia. No domingo, 19, Lula chega a Hannover, na Alemanha. Veio para a abertura da maior feira industrial do mundo, que tem o Brasil como país homenageado. Na agenda, dois dias com Friedrich Merz, o primeiro-ministro alemão.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



