Greenwald e o Alzheimer seletivo de Moro

Podem tentar inverter os papéis e criminalizar Glenn Greenwald e o os seus colaboradores do site “The Intercept”. Podem até pedir a sua extradição, prisão ou constrangê-lo em praça pública; só não vão conseguir

(Foto: Ricardo Fonseca)

Há algum tempo sem escrever no Blog por conta de problemas técnicos com a operadora de internet e só agora com ele resolvido é que discorreremos sobre a importante contribuição da #VazaJato de Glenn Greenwald para o restabelecimento tanto dos direitos políticos e garantias individuais  Lula, quanto para o estado democrático de direito brasileiro. 

Com muito orgulho e sem modéstia nenhuma, que lá atrás no início da fatídica e fadada Operação Lava Jato, denunciamos que o seu verdadeiro objetivo era tão somente tirar Dilma do poder, prender Lula e destronar com o Partido dos Trabalhadores; nada que com esses vazamentos do brilhante colega jornalista americano, hoje não se tenha a mais absoluta certeza.

O ex-Juiz/super-herói e hoje quase ex-Ministro Sérgio Moro, protagonista da maior operação de combate a corrupção dos outros (do planeta)  - sim porque é notório a escolha a dedo de corruptos inimigos e a soltura pós-delações dirigidas de corruptores empreiteiros – para o bem da ética, moral e bons costumes das melhores famílias americanas (e não de Londres como no velho ditado). 

Para quem conhece o ex-presidente Lula como nós, que sempre acreditamos em sua inocência, nada do que emergiu dos calabouços sombrios da República de Curitiba é novidade, apenas a prova do que para muitos ainda hoje seria algo improvável e impossível.

Reveja 329, o dia que conheci Lula, aqui.

Tão grave quanto as mensagens trocadas do juiz que agia como diretor de acusação com os procuradores da força-tarefa mal feita (diga-se de passagem) da Lava Jato e outras figuras importantes do judiciário brasileiro são os arroubos dele mesmo – Sérgio Moro – para tentar negar, desmoralizar, desqualificar, obstruir, desconhecer ou até patologicamente falando, criar um Alzheimer seletivo, para criar cortinas de fumaça e esconder seus incontáveis crimes comprovados. 

Outro orgulho nosso foi quando denunciamos em primeira mão no texto “A delação premiada de FHC”, a participação explícita do tucano e ex-presidente na corrupção da Petrobras, objeto da denúncia de Pedro Barusco (ex-gerente de serviços da estatal)  também lá atrás quando foi preso e que foi poupado pela Lava Jato, como mostram as mensagens vazadas semana passada.  Reveja aqui.

Mesmo conscientes na popularidade decrescente de Moro e seus ex-companheiros da Lava Jato pós-Vaza Jato, sabemos do enorme esforço na  blindagem que o governo Bolsonaro e alguns órgãos da imprensa tentam sobrepor sobre eles. Porém, acreditamos na premissa de que toda fruta podre uma hora vai cair e se espatifar no chão. 

Podem tentar inverter os papéis e criminalizar Glenn Greenwald e o os seus colaboradores do site “The Intercept”. Podem até pedir a sua extradição, prisão ou constrangê-lo em praça pública; só não vão conseguir. porque mais de 100 milhões de brasileiros estão com ele e lutarão com todas a suas forças para que a verdade não seja extirpada e nem varrida pra baixo do tapete da história. 

Enquanto isso, a PGR Raquel Dodge segue caladinha tentando se perpetuar no cargo pelo lado de fora da lista tríplice e, o STF faz cara de paisagem como se a Vaza Jato não o tivesse alcançado. 

Esperamos que medidas urgentes sejam tomadas e que todos os criminosos comprovados dessa “Orcrim Judicial” apelidada de Lava Jato e travestida de combatente da corrupção,  padeçam como todos os mortais sob a forma do Código de Processo Penal  e da Constituição Federal Brasileira. 

Não esperem que Moro seja demitido do Ministério, parceiro e amigo de infância de Messias Bolsonaro, ambos devem-se favores mútuos o que não é mais nem um mistério. 

Já abriram a caixa-preta da Petrobras e da Política, agora mais do que nunca, precisam que a da “Justiça” não seja proibida de se escancarar. 

Por uma Justiça verdadeira para todos, é que vos digo: 

Prendam todos aqueles que usaram e abusaram da justiça para cometer os mais diversos crimes contra quem quer que seja sempre. Só assim teremos a certeza que os justos não pagarão caro pelos injustos e, que existe sim apesar de tudo, um poder judiciário sério e isento  nesse País. 

Anulem imediatamente o processo de Lula e as eleições, para que haja de fato e de direito, a tão sonhada vitória da democracia. Viva o colega  Glenn Greenwald, o homem que mudou inexoravelmente  a história desse País gostem ou não. 

Finalizo esse texto citando o filósofo e escritor francês Denis Diderot (1713-1784): 

“A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito”. 

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