Há grampos no Palácio?

Colunista do 247 Tereza Cruvinel levanta suspeita sobre grampos ilegais no Palácio do Planalto; "A suspeita de que os telefones do Planalto foram grampeado surgiu a partir do fato de que, na conversa entre Lula e Dilma, a voz da secretária da presidente aparece na gravação, sugerindo que aquele grampo vinha do telefone palaciano, e não do de Lula. Fosse do dele, não se ouviria Dilma pedir a ligação e  tom de discagem.  A gravação começaria apenas quando o ajudante de ordens de Lula diz o alô", afirma; 

Colunista do 247 Tereza Cruvinel levanta suspeita sobre grampos ilegais no Palácio do Planalto; "A suspeita de que os telefones do Planalto foram grampeado surgiu a partir do fato de que, na conversa entre Lula e Dilma, a voz da secretária da presidente aparece na gravação, sugerindo que aquele grampo vinha do telefone palaciano, e não do de Lula. Fosse do dele, não se ouviria Dilma pedir a ligação e  tom de discagem.  A gravação começaria apenas quando o ajudante de ordens de Lula diz o alô", afirma; 
Colunista do 247 Tereza Cruvinel levanta suspeita sobre grampos ilegais no Palácio do Planalto; "A suspeita de que os telefones do Planalto foram grampeado surgiu a partir do fato de que, na conversa entre Lula e Dilma, a voz da secretária da presidente aparece na gravação, sugerindo que aquele grampo vinha do telefone palaciano, e não do de Lula. Fosse do dele, não se ouviria Dilma pedir a ligação e  tom de discagem.  A gravação começaria apenas quando o ajudante de ordens de Lula diz o alô", afirma;  (Foto: Tereza Cruvinel)

Enquanto rolava na sexta-feira a manifestação em defesa da democracia e contra o impeachment, o jornais destacavam mais uma "evidência" de que Lula só foi nomeado ministro para livrar-se de Sergio Moro. De algum lugar (advinha?) vazou um áudio em que o ainda ministro da Casa Civil Jacques Wagner ouve o presidente do PT, Rui Falcão, defender a ida de Lula para o Governo. Lula resistia, diz ele, mas estava sendo bastante pressionado a aceitar o convite de Dilma porque havia o risco de a juiza paulista acolher o pedido de sua prisão preventiva. A conversa ocorreu em 10 de março.

Num sinal de metonímia moral, ou de moral invertida, o crime representado pelo grampo contra pessoas não investigadas  foi esquecido e a notícia focou apenas o seu conteúdo. A evidência. 

Só quando Jacques entrou no Twitter e protestou, avisando que mandará investigar se os telefones do Palácio do Planalto estão grampeados, é que alguns se tocaram do que publicaram. Talvez tenham se tocado porque adicionaram  imagens dos tuites de Wagner, lembrando que este áudio não veio do grampo em Lula, mas do telefone de um dos dois. Mas nem ele nem Falcão estão sendo investigados, até onde se sabe. Pois agora é assim, você pode não estar sabendo mas estar sendo investigado e tendo sua intimidade bisbilhotada em busca de "evidências".

Quem vaziou o teor do grampo primeiramente para o colunista Lauro Jardim, de O Globo, estava tão preocupado em reforçar a tese da blindagem de Lula  que se esqueceu da ilegalidade do grampo. Ou desprezou o risco de ter exposta mais esta ilegalidade.

Jacques então tuitou: "Vou solicitar investigação sobre a existência de grampos em telefones da Presidência da República." diz na primeira postagem. E depois: "A divulgação deste diálogo caracteriza mais um claro desrespeito à Constituição e ao Estado de Direito Democrático". "É imprescindível afirmar que a gravação foi baseada em um grampo ilegal, uma vez que nem o presidente do PT nem eu somos alvos de investigação."

A suspeita de que os telefones do Planalto foram grampeados surgiu a partir do fato de que, na conversa entre Lula e Dilma,  a voz da secretária da presidente aparece na gravação, sugerindo que aquele grampo vinha do telefone palaciano, e não do de Lula. Fosse do dele, não se ouviria Dilma pedir a ligação e  tom de discagem.  A gravação começaria apenas quando o ajudante de ordens de Lula diz o alô. 

 

 

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