Habemus Copam

O verde-amarelo tomou as ruas. A felicidade voltou a pulsar nos corações. Os fracassomaníacos já começaram a copa perdendo. Essa copa será um sucesso

Dia dos namorados. Os brasileiros que estavam de relações cortadas com a seleção, que fizeram uma pausa para discutir a relação, por causa de fofocas dos invejosos que não suportam ver gente feliz, acabam de se reconciliar.

Vai ter beijo em praça pública. Vai ter beijo debaixo de chuva. Vai ter 3 bilhões e meio de corações mundo afora de olho no Brasil e nos brasileiros.

Começa a Copa das Copas no país do futebol e do carnaval, na terra da alegria.

Os estrangeiros já chegaram e estão maravilhados com a nossa gente e com a nossa paisagem. E você sabe, onde tem gringo tem green gold, tem muita gente que está se divertindo e ganhando dinheiro ao mesmo tempo.

O verde-amarelo tomou as ruas. A felicidade voltou a pulsar nos corações. Os fracassomaníacos já começaram a copa perdendo. Essa copa será um sucesso.

Como todos sabemos, as copas já foram realizadas, com êxito, no país da bomba atômica e no país do nazismo, imagina no país do carnaval e do futebol.

Imagina a festa!

Nosso time conta, desde 1958, com a admiração do mundo. Qualquer garoto da Bósnia, do Iraque, da Suécia ou da Tanzânia, sabe de cor o nome de nossos craques e gosta de jogar pelada usando uma camisa amarela.

Sensação global, maior escola de futebol do mundo, criadora do futebol arte, a Seleção Brasileira é uma síntese do brasileiro.

O nosso time diz muito sobre nós, porque ali está toda a nossa herança atávica, e é isso o que nos difere de todos os times em todos os tempos. É o que nos define como povo.

A criatividade e a genial inventividade; o samba, tão característico na ginga malandra de nossos craques, no balé popular de garrincha, no elástico de Rivelino Revelation, nas pedaladas de Robinho, na dança com a mão na cintura de Neymar em frente ao seu marcador.

Há também questões antropológicas, não nos esqueçamos que o futebol arte do Brasil, como todas as artes brasileiras, vive da deglutição antropofágica do estrangeiro.

Por isso, além de sermos referência no que fazemos, ainda mandamos os nossos grandes artistas, nossos melhores jogadores, os nossos mestres, para aprenderem a técnica e a tática do estrangeiro, é com isso que fazemos a nossa síntese.

É isso que faz com que o nosso time brilhe a tantas décadas e é com essa energia que vamos com tudo pra cima dos adversários.

A copa do mundo é nossa.

PS: O DÉFICIT CIVILIZATÓRIO:
Barbosa dá mais uma demonstração de desequilíbrio emocional. O juiz, que foge de ameaças infantis no facebook, joga duro com advogado diante das câmeras.

Um black bloc populista, teatral e midiático.

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