Haddad-França é a chapa mais quente
'A única forma de manter seu eleitorado mesmo não sendo candidato e uni-lo ao de Haddad, seria França assumir a vice de Haddad', diz o jornalista Alex Solnik
Não considero uma boa estratégia tirar Márcio França das eleições a governador paulista para disputar uma vaga no Senado.
Se ele sair, seus eleitores vão se dispersar. E tendem a se deslocar mais em direção ao candidato tucano, Rodrigo Garcia, e ao bolsonarista Tarcísio que a Haddad.
França fora do páreo não vai acrescentar um voto a Haddad e ainda fortalecer dois adversários perigosos, principalmente o tucano, que está em quarto lugar nas pesquisas, mas tem potencial para crescer.
A única forma de manter seu eleitorado mesmo não sendo candidato a governador e uni-lo ao de Haddad, seria França assumir a vice de Haddad, repetindo a fórmula nacional, PT-PSB.
Até como slogan pode funcionar.
“Lula e Alckmin no Brasil, Haddad e França em São Paulo”.
A chapa nacional dará impulso à paulista e vice-versa.
Os eleitores sabem que é bom para o estado ter um governador do mesmo partido do presidente.
Alckmin não terá de escolher entre um ou outro, o que seria inevitável se os dois forem candidatos.
Somará forças à chapa Haddad-França.
Na pesquisa mais recente, Haddad e França somam 47% das intenções de voto.
Com uma pequena ajuda de Alckmin podem ultrapassar os 50%.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

