Hora de acatar a posição alheia, mas tudo dentro da Democracia com Justiça

A esta altura do campeonato, os ânimos acirrados intuem que é chegada a hora de que, seja como for, não haverá regime com capacidade de abrigar as diferenças claras existentes na sociedade, que não seja fora do caminho da Legalidade, da Democracia com a Justiça aplicando a Lei, doa a quem doer, mas com Justiça plena e não seletiva a serviço de processos antidemocráticos

O Brasil acordou assustado com as cenas registradas na véspera, 11 de março, motivadas pela decisão do Juiz Sérgio Moro de grampear ilegalmente conversa telefônica entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula – condição afeita legalmente ao STF -, cuja conversa reproduzida pela Rede Globo e grande Midia com conclamação dos veículos de comunicação para o povo ir às ruas resultou em protestos em diversos estados do País.

Mais uma vez, legitimamente, foram pessoas de Classe Média para cima quem fizeram zoada com veículos motorizados pedindo a volta dos Militares. Somente quem não viveu as agruras de uma Guerra Civil ou embarcou na manipulação de dados da Grande Midia pode defender tamanho retrocesso.

Precisamos ir a fundo nas investigações, punições, mas nunca seletivamente aplicando as regras para uns e outros não.

NADA DE PARTIDO, A LEI

Neste e outros momentos precisamos compreender e admitir a posição de todos na sua individualidade, mas neste instante de crise moral dos partidos também não é motivação consistente para que processemos as mudanças no futuro do País pelo uso da Força, sobretudo dos Militares.

Eles são agentes importantes, mas não precisam reproduzir mais os graves desgastes advindos do Golpe de 1964.

Trocando em miúdos, nenhum brasileiro de qualquer lugar ou condição econômica pode fugir às obrigações perante a Lei, e até agora ninguém as infringiu, exceto quem está conduzindo parte de processos judiciais famosos, como é o caso do Juiz Sérgio Moro, transformado - se em "herói" temporal para parte da sociedade quando, na prática, deveria se conter à condição Judicante sem criar fatos inconstitucionais, ilegais para incendiar o Brasil.

SÓ A DEMOCRACIA FAZ BEM

A esta altura do campeonato, os ânimos acirrados intuem que é chegada a hora de que, seja como for, não haverá regime com capacidade de abrigar as diferenças claras existentes na sociedade, que não seja fora do caminho da Legalidade, da Democracia com a Justiça aplicando a Lei, doa a quem doer, mas com Justiça plena e não seletiva a serviço de processos antidemocráticos. A jovem democracia brasileira não pode retroceder em nome de uma falsa faxina moral.

É certo que com a posse e participação do ex-presidente Lula agora no Governo Federal setores oposicionistas tendam a criar discurso de enfrentamento temendo o Poder de articulação e de gestão do ex - Metalúrgico, mesmo assim não temos mais tempo a perder com Intervenções militares que atrasem nossas conquistas.

Precisamos manter e ampliar o debate sobre tudo, mas dentro da Legalidade – repito – à base dos remédios jurídicos serenos e firmes, sem manipulação a favor de quem quer que seja.

A Justiça precisa ser ela sem espetacularização de Membros, que por ventura têm sido contaminados com a Fama – mas esta não é missão da Justiça.

Democracia sempre.

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