Identidade Nacional pela negação

Bandeiras extremadas aparadas pelo pensamento conservador desta luta de classes, e negação social verbalizam-se na constituição manipuladora, do que é a síntese do governo de Bolsonaro. Nada mais segregador do que o discurso de ódio, e negação utilizada atualmente

Identidade Nacional pela negação
Identidade Nacional pela negação (Foto: Adriano Machado - Reuters)

Conceito que indica à condição social, um anseio de pertencer a uma determinada cultura, a identidade Nacional foi cunhada no século XIX quando aparece o sentido de nação.

O Brasil fruto de uma confluência da multiplicidade de diversas culturas e povos é o resultado incondicional de um fenômeno da miscigenação. Processo esse que se dá a partir da mistura de inúmeras etnias humanas, somos um povo mestiço, resultado do caldeamento indiscriminado de desconstrução étnica.

Segundo a antropologia de Darcy Ribeiro, que advoga a noção de um povo germinado como decorrência dos processos de desindianização, de desafricanização e de deseuropereização na América Latina. Fiel a dialética histórica provoca conceituações acadêmicas do essencialismo e do determinismo é aloca a história de nossa formação à nosso favor. Um povo nascido ninguém, reelabora-se, e resgata de certa forma sua autonomia e segue seu desguinio.

No cerne está à desconstrução, o desordenar, o desmantelamento, o rompimento das etnias, que é a negação de suas identidades, o desculturamento de suas tradições, na formação de um novo gênero humano.

Nascemos da negação, da imposição cultural que se desintegra do mesmo modo que nega á outra, na imposição brutal da luta de classes, no conceito mais retrograda do escravagismo. E formamos uma casta elitista sem projeto nacional infectadas de preconceitos é profundamente manipuladora.

Alicerces fundamentais para compreendermos algumas questões que re-afloram em nossa sociedade, onde a cultura da negação ressurge de forma intensa e violenta, resultando em retrocessos e conflitos.

Evidencia-se que o preconceito hoje, transcendeu a condição da cor da pele, mas condicionou a questão social, contemporaneamente coexistimos com o mais atroz preconceito de classes, que ratifica vertiginosamente o conceito Marxista da luta de classes. Que para alguns não se resume apenas na imposição econômica e cultural de uma classe a outra, mas na eliminação, extermínio, negação das classes inferiores na pirâmide social.

Bandeiras extremadas aparadas pelo pensamento conservador desta luta de classes, e negação social verbalizam-se na constituição manipuladora, do que é a síntese do governo de Bolsonaro.

Nada mais segregador do que o discurso de ódio, e negação utilizada hoje. O moralismo sem moral pratica inalterável na história política pátria, sempre foi instrumento de desestabilização de governos progressistas, como caso de Getúlio Vargas, JK, Jango, Lula e Dilma.

O método golpista do mesmo modo sempre foi alternativa utilizável pela elite para perpetuação de seus privilégios é para o exercício negatório das classes sociais.

Não olvidemos que nossas elites são herdeiras do escravagismo, e da Instituição Estado, é que elas se especializaram no parasitismo é no locupletamento estatal para se sustentarem cheias de regalias.

E que a negação é o ódio de classes compõe o DNA de nossa formação, principalmente pelas elites incompatíveis com o desenvolvimento soberano, e a edificação de uma sociedade mais justa.

Afinal para elas existirem, a outra classe social não pode existir.

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