Impeachment ou, muito mais, mortes

Impeachment para que seja repensado tudo o que este homem já fez e o muito que não fez. Que coloquemos um placa na Esplanada dos Ministérios: precisamos, urgente, de ministro da Saúde que entenda da saúde e seja comprometido com a saúde, que não faça mal à saúde

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É uma questão de saúde pública. Impeachment ou, muito mais, mortes. Não há esperança  com este homem na cadeira de presidente do Brasil.

Governantes responsáveis, sérios, de várias partes do mundo estão fazendo esforços para conter o número de mortos pela Covid-19. No Brasil, não vemos estes esforços. O que vemos é muita incompetência, descaso, bravatas e desfaçatez. Se isso matasse o vírus, estaríamos livres. Como não mata, que o Congresso tire da gaveta um dos mais de 60 pedidos de impeachment, pode até pegar no escuro, ponha em votação e retire este homem do poder.

Não estou aqui para dizer que as mortes são intencionais, mas dá para perceber que a omissão, com ares de planejamento, contribui, e muito, para o aumento do número de mortos.

Outro dia, estava fazendo as contas, comparando o Brasil com o Uruguai e, aí, fica claro que se a pandemia fosse tratada com a seriedade com que a ciência a trata, estaríamos com um número bem menor de mortos. Mesmo assim, estaríamos chorando as perdas.

Veja só: até 08 de janeiro, o país vizinho Uruguai contou 240 mortes. Sim, 240 mortos dos seus 3,5 milhões de habitantes. Se o Brasil fosse um país com governantes sérios, como o Uruguai se apresenta, teríamos 14.538 mortos. O que já não seria pouco.

Mas passamos dos 200 mil mortos. Até quando, o Congresso e outras instituições como o STF vão fechar os olhos para isso, como se não tivessem nada a ver com a tragédia em que vivemos?

Então, curto e grosso: impeachment para que seja repensado tudo o que este homem já fez e o muito que não fez. Que coloquemos um placa na Esplanada dos Ministérios: precisamos, urgente, de ministro da Saúde que entenda da saúde e seja comprometido com a saúde, que não faça mal à saúde.

E, sim, igual para todos os outros ministérios e para quem nomeou os ministros. Mas, para o Ministério da Saúde a coisa é muito mais  urgente. Era , pelo menos, para o início de fevereiro de 2020.

Estamos atrasados, portanto, em quase 12 meses de ações consequentes. E isso é um dos fatores que contribuiu para a morte de mais de 200 mil  pessoas até o momento, população total de uma cidade como Araçatuba (SP) ou Angra dos Reis (RJ). O mesmo número de mortos com as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.

Portanto, é uma questão de saúde pública. Impeachment ou, muito mais, mortes. Não há esperança  com este homem na cadeira de presidente do Brasil.

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