Independência do BC é o abre alas da avalanche neoliberal que sustenta o capitão cloroquina

"A estratégia do tsunami liberalizante é bárbara, porque aproveita o hiato da pandemia e da crise sanitária, mostra as garras do mercado que pouco se importa com a barbárie e o sofrimento da maioria que precisaria apenas ser contida", escreve o professor do IFF Roberto Moraes sobre a autonomia do Banco Central

(Foto: Reuters | Ab2l)
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Desde o apoio aberto e sem discrição do setor financeiro, aos candidatos do Bolsonaro nas eleições das casas legislativas, entre o final do ano passado e início deste 2021, ficou mais claro como a turma dos bancos e fundos financeiros, da Faria Lima e adjacências, planejou 2021 e 2022.

Além de tentar manter o “capitão cloroquina” no poder até lá, a ideia é soltar em massa uma avalanche de decisões de interesse do capital, o mais rapidamente possível, até porque o prazo de validade pode ser antecipado com as instabilidades que estão a caminho.

A ideia de liberar um tsunami de medidas privatizantes, desregulatórias, antissociais e mais retiradas de direitos socais, no olhar desta turma, precisa vir como avalanche, numa hecatombe mercadista. Pode não passar tudo, mas ao vir com pressão total, eles imaginam que conseguem desmontar as instituições estatais e da sociedade para entregar ao controle do deus mercado.

A avalanche da hecatombe de direita e da barbárie coloca todos os temas em evidência ao mesmo tempo. Isso não é acaso e sim estratégia da Faria Lima que guia o tosco e seus não-generais do Partido Militar.

O abre-alas desta avalanche é a independência do Banco Central, mas junto vem, todo o banco do brasil, ou pelo menos a sua parte mais importante, a gestora de fundos financeiros BBDTVM, as várias subsidiárias da Petrobras, Eletrobras, Correios, Serpro, etc. que o STF autorizou a entrega na Bacia das Almas, etc. Insisto o tsunami de iniciativas não é casual é estratégia.

Olhando o todo é possível decifrar as “estratégias” da avalanche neoliberalizante de direita, o “processo” que desdenha os riscos da luta social, demonstre das instituições e da luta de todos contra todos e deixam expostos quem são os “agentes” desse movimento do capital. Através do Partido Militar e boa parte do judiciário e toda a mídia corporativa, esses agentes desmontaram a nação e assumiram o país como se fosse seu quintal, imaginando um "projeto de longo prazo".

A estratégia do tsunami liberalizante é bárbara, porque aproveita o hiato da pandemia e da crise sanitária, mostra as garras do mercado que pouco se importa com a barbárie e o sofrimento da maioria que precisaria apenas ser contida.

A Faria Lima se sente segura com a força das armas do Partido Militar, tal como no período Pinochet do Chile, porém de outro lado, essa turma também expõe, tal fratura exposta, a fragilidade de quem precisa vencer o tempo e o espaço da resistência de sobrevivência da maioria que vai recuperar a nação brasileira.

Dois anos pode ser pouco, mas também pode ser muito porque o tempo sempre será uma importante variável, mas com valor relativo e nunca absoluto. Mas, desconfio que os homens das finanças e do mercado da Faria Lima, correm e empurram as ondas da avalanche, porque sabem que não terão dois anos. A conferir!

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