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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Indícios são provas contra Bolsonaro

Um desses indícios é uma entrevista em vídeo na qual Bolsonaro afirma que vai provar a vulnerabilidade das urnas eletrônicas com a ajuda de “um hacker do bem”

Jair Bolsonaro e Walter Delgatti (Foto: ABR | Reprodução)

O ministro Flávio Dino postou agora há pouco no twitter uma mensagem que dá o que pensar:

   “Em 1969, o STF decidiu: ‘Indícios são provas, se vários, convergentes e concordantes’ RE 68.006 - MG -- Relator: Ministro Aliomar Baleeiro. Ensinamento de grande atualidade.”

   É claro que ele se refere ao depoimento-bomba de Walter Delgatti, que não só repetiu na CPMI todas as acusações que tinha feito a Bolsonaro no interrogatório à PF, como se colocou à disposição para acareações com todos aqueles com quem conversou durante o período em que esteve a serviço´de Carla Zambeli, inclusive com Bolsonaro.

   O recado de Flávio Dino ajuda a esclarecer a dúvida acerca da forma de se provar as acusações de Delgatti. Ele não precisa, por exemplo, mostrar a gravação da conversa que disse ter tido com o então presidente no Palácio da Alvorada se houver indícios “vários, convergentes e concordantes”.

   Um desses indícios foi exibido na parte da manhã da CPMI pela senadora SorayaTronicke: uma entrevista em vídeo na qual Bolsonaro afirma que vai provar a vulnerabilidade das urnas eletrônicas com a ajuda de “um hacker do bem”.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.