Invasores

(Foto: Heraldo Campos)


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Nos anos 60, assistia pela TV de válvula e em preto e branco, a série de televisão americana “Os Invasores”.

“Os invasores eram seres de um planeta em extinção e já se encontravam entre nós. Tomavam a forma humana e tinham planos de invasão em massa da Terra. Mas eles não tinham pulsação, não apresentavam batidas cardíacas, não possuíam sangue nas veias e alguns apresentavam uma notável deformidade no quarto dedo das mãos, causada por um erro de cálculo no processo de mutação para a forma humana. Após algum tempo na forma humana, precisavam se regenerar numa tecnologia alienígena. Quando atingidos mortalmente os invasores se decompunham no ato, sem rastros.” [1]

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Dessa ficção da série de televisão americana de invasão extraterrestre para a realidade recente da política nacional, tivemos a invasão de maldosos terráqueos, da extrema direita bolsonarista, aos prédios dos três Poderes da República, numa tentativa de golpe de estado no dia 08 de janeiro de 2023 e missa encomendada pelo ex-presidente nos últimos quatro anos. Espera-se que esses invasores sejam punidos porque material fotográfico desse “povo” existe de sobra e o patrimônio público tem que ser reparado.  

Por outo lado, os invasores de trechos da orla marítima começam a perceber que os prejuízos públicos e privados começam a aumentar, a cada dia que passa, e numa velocidade estonteante. Por causa da urbanização mal planejada e desenfreada, no curto espaço de tempo, de pouco mais de oito meses, é visível que o mar faz (e vem fazendo), sendo implacável com esses invasores. 

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“Várias cidades do litoral brasileiro, por exemplo, que avançaram com sua ocupação urbana as faixas de areia das praias (e que não deveriam ser ocupadas), hoje sofrem com os processos erosivos provocados pelas oscilações do nível do mar e vira e mexe os administradores públicos acabam jogando a culpa nas mudanças climáticas. 

Setores colados nas faixas de areia das praias, muitas vezes ocupados por residências, restaurantes, quiosques e outros equipamentos urbanos, que não deveriam estar assentados nesses lugares, podem ter a sua destruição causada pela ação das águas do mar e, ao mesmo tempo, interferir de forma desfavorável nos serviços ecossistêmicos, prejudicando a regulação biológica de extensas áreas da orla marítima. Um exemplo disso é o processo erosivo na beirada do calçamento na praia do Iperoig em Ubatuba (SP).” [2]

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Processo erosivo na beirada do calçamento na praia do Iperoig em Ubatuba (SP)(Photo: Heraldo Campos)Heraldo Campos

Pelo cheiro da brilhantina, uma ciclovia invasora, por exemplo, será que sobrevive nos próximos seis meses, a ação geológica do mar numa área natural de seu domínio?

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Processo erosivo na beirada do calçamento na praia do Iperoig em Ubatuba (SP)(Photo: Heraldo Campos)Heraldo Campos

“O tempo é sempre oportuno para fazer a coisa certa.” (Nelson Mandela)

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Fontes

[1] Trecho da matéria “Os Invasores”.

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https://www.museudatv.com.br/os-enlatados/os-invasores/

[2] Trecho do artigo “Erosão geológica e política”.

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https://www.brasil247.com/blog/erosao-geologica-e-politica

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