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Davis Sena Filho

Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

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Israel sionista é sendero da morte e personifica a intolerância e a ultraviolência — Trump e Netanyahu

A ONU tem que ser totalmente remodelada e no seu Conselho de Segurança tem que participar inúmeros países e não apenas os cinco

Trump e Netanyahu se reúnem em Palm Beach em dezembro 29/12/2025 REUTERS/Jonathan Ernst (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

O que realmente e verdadeiramente permeia Israel é a intolerância, base e essência de toda a violência que as autoridades do enclave de europeus brancos estabelecidos à força no Oriente Médio, que se tornou Estado. Israel é fruto de uma decisão unilateral tomada, em 1948, por parte de pouquíssimos países que controlam o Conselho de Segurança da ONU, ou seja, uma deliberação de cúpula, de cima para baixo, que não se importou com os graves prejuízos morais, patrimoniais e territoriais que o povo palestino teria de enfrentar para ter, inclusive, o mínimo de direito à vida.

Trata-se de uma população refém de um Estado sionista, dominado por religiosos fundamentalistas e políticos da ultradireita, que estão a relembrar o nazifascismo, que vivem até hoje sob a égide do Velho Testamento, que os judeus e a maioria dos israelenses chamam de Tanakh, a Bíblia Hebraica correspondente ao Antigo Testamento cristão. O Tanakh é considerado o principal texto sagrado dos judeus, que se divide em 24 livros, dentre eles o mais conhecido é a Torá — a Lei de Moisés ou Pentateuco —, composta pelos cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica.

Tais escrituras são lidas e entendidas ao pé da letra pelos religiosos ufanistas e ultranacionalistas em pleno século XXI do terceiro milênio, que vivem fora e dentro de Israel, que por meio de seus partidos ultraconservadores agem a atuam no Parlamento e no Governo de Benjamin Netanyahu, que está a explodir e incendiar o Oriente Médio em um radicalismo de extrema direita sem precedentes, porque sem limites morais e humanitários.

A verdade é que Israel tem por principal finalidade expulsar os palestinos de suas terras mesmo se for imperativo matá-los, além de anexar não somente a Faixa de Gaza, mas também a Cisjordânia e, quiçá, expandir o território de Israel para as terras do sul do Líbano, onde o estado sionista está como sempre a assassinar crianças e mulheres, como faz aterrorizadamente em Gaza e onde mais tiver de fazer, sem qualquer peso de consciência, pois sua natureza brutal se baseia no Velho Testamento pleno de sangue, descompaixão e impiedade.

O governo nazisionista de Israel é um jogral de malevolências e sordidezes, porque se trata de um regime colonialista e fascista, que efetiva o vergonhoso apartheid e trata o povo palestino muito pior do que as pessoas que maltratam os animais. Os palestinos se tornaram reféns da ultraviolência de um desgoverno sionista, francamente assassino e essencialmente racista, que para se expandir territorialmente e atender também os interesses dos EUA na região, mata, sem qualquer preocupação de ordem moral, milhares de crianças e mulheres, uma forma tenebrosa e medonha de efetivar a limpeza étnica e, por sua vez, ocupar os territórios que jamais pertenceram a Israel.

Sua total incapacidade de aceitar as diferenças, crenças, opiniões e culturas, faz com que Israel se torne uma ilha de preconceitos e intolerâncias que se transformam em combustível da instransigência que o leva a ações discriminatórias e violentas, a causar milhares de mortes de pessoas indefesas que vivem em um território que não possui forças armadas e que é, sistematicamente, cercado e pelo alto bombardeado, sendo que por terra o exército israelense trata de reprimir o povo palestino com força brutal, a matar qualquer cidadão que ouse simplesmente defender sua família ou sair às ruas para tentar conseguir alimentos. Atiram, covardemente, em civis desarmados em busca de comida.

Excluir e matar são os mandamentos de Israel quando se trata dos palestinos, um povo que teve todos seus direitos retirados, inclusive o de viver. Para quem pensa que estou a exagerar, afirmo-lhe que até o início do ano de 2026 as mortes de palestinos ocorridas na Faixa de Gaza são incrivelmente elevadas. Israel matou dezenas de milhares de pessoas, de acordo com as fontes médicas do Ministério da Saúde de Gaza e a agência de notícias WAFA, sendo que as estatísticas de outros organismos internacionais diferem muito pouco dos números colhidos pelos agentes de saúde do território autônomo, que há anos está sob intenso bloqueio econômico e a sofrer com a ocupação militar em seu território pelo estado sionista de Israel.

Portanto, até a metade de abril de 2026, o número oficial de palestinos mortos por Israel ultrapassou 72 mil pessoas e está indo em direção, se já não chegou, a 73 mil indivíduos mortos pelos bombardeios da força aérea israelense e tiros de policiais e soldados que prestam serviços ao enclave criado por judeus e britânicos no coração do Oriente Médio e que vive em guerra diuturnamente desde a fundação do estado sionista em 1948, ainda a lembrar que, de acordo com a Bíblia Hebraica, os hebreus, que são os antecessores dos judeus, estão em guerra há quatro mil anos.

Se uma pessoa estiver disposta a ler o Tanakh, perceberá rapidamente que há milênios os judeus respiram a guerra, praticam guerras e infernizam o mundo por causa de seus interesses políticos, econômicos, territoriais e religiosos. Israel é, sobretudo, beligerante e agressor. Contudo, sem os Estados Unidos, seu parceiro de guerras e contendas pelo mundo afora, Israel teria, certamente, uma política externa mais tolerante e seria um país mais aberto a negociar, porque é muito mais fácil ser valentão com uma potência global a garantir seus desatinos e violências desde o já longínquo 1948. Israel é um vale de sangue e o principal responsável pelo genocídio dos palestinos. O estado dominado pelos sionistas é a vergonha da humanidade.

Além de matarem quase 73 mil pessoas, conforme os números oficiais, porque muitos palestinos se encontram soterrados e desaparecidos, as autoridades israelenses de ideologia fascista de um gabinete governamental teocrático são também responsáveis diretas por mais de 172 mil feridos, sendo que muitos se tornaram deficientes físicos e mentais. O próprio estado sionista reconhece a morte de mais de 70 mil palestinos, dados que se aproximam das estatísticas do Ministério da Saúde de Gaza. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Por sua vez, uma pesquisa publicada em fevereiro deste ano pela revista Global Health aponta para um número maior de mortes de palestinos, cujos números chegam a 75.200 pessoas mortas até janeiro de 2025, ou seja, um ano e três meses a retroceder no tempo, já que estamos em abril de 2026. Trata-se de mortes violentas que atingem toda uma nação, que não tem como se defender por não ter forças armadas regulares como tem Israel, que é uma potência nuclear, que não respeita cessar-fogo e muito menos as leis internacionais.

O governo fascista/sionista de Israel está a dar diariamente uma banana para a comunidade internacional, sendo que a ONU, carcomida pelo tempo com seu Conselho de Segurança obsoleto e retrógado, que foi montado inacreditavelmente em 1945 após o término da Segunda Guerra Mundial, está desmoralizada, porque inócua e também iniqua, a se transformar na mazela e vergonha do mundo, quando não se torna cúmplice da bandidagem internacional orquestrada pelos Estados Unidos, liderado por um gângster que tentou dar um golpe de estado em 2021 e que aparece milhares de vezes nos vídeos do criminoso e pedófilo Jeffrey Epstein, um predador de crianças, cujas gravações envergonham a espécie humana.

Donald Trump, que também é acusado de ser pedófilo, juntou-se aos interesses beligerantes de Israel, pois dois países em guerra permanente, porque, na verdade, desejam dominar o mundo, sendo que cada um no seu quadrado, de acordo com seu tamanho e poder. Trata-se de mandatários assassinos que cometem diuturnamente crimes de lesa-humanidade e lesa-pátria, que deveriam ser julgados, no decorrer do tempo, por tribunal internacional à semelhança do Tribunal de Nurenberg, que levou nazistas, fascistas e seus cúmplices à pena de morte pela forca.

Para quem não sabe ou teima em não acreditar por causa de variados motivos, crenças e interesses, a maioria das vítimas, não somente em Gaza, mas também no Líbano e até no Irã, que é um país muito mais forte militarmente, são de crianças e mulheres, a lembrar também que muitos homens mortos são civis e muitos deles idosos e jovens. Porém, um número chama a atenção, porque 70% dos civis mortos em suas casas e lares são, volto a ressaltar, crianças e mulheres, o que denota a inenarrável covardia perpetrada pelas forças armadas de Israel e dos Estados Unidos.

Trata-se de criminosos de incomparável periculosidade, de verdadeiros genocidas, que promovem uma carnificina ou chacina coletiva por causa de seus interesses mesquinhos de riqueza e poder, além de envolverem questões geopolíticas e religiosas, como se Deus pertencesse apenas a essas duas nações, que vivem em guerra desde sempre, desde os primórdios de suas existências e que literalmente infernizam a humanidade, que caminha na superfície do globo terrestre.

Donald Trump, Bibi Netanyahu e a escória que os acompanha e os apoia são racistas, colonialistas, imperialistas e roubam as riquezas dos países invadidos como verdadeiros piratas, que violam as leis internacionais sistematicamente. São ladrões armados até os dentes, e assumem a roubalheira e os assassinatos em massa, quando, por exemplo, Donald Trump, um homem sem a mínima vergonha na cara, anuncia ao público que vai pegar o petróleo da Venezuela e do Irã, sem qualquer autocensura, bem como convidou parceiros para que juntos possam realizar a pilhagem, a rapinagem, a espoliação, a usurpação — o roubo.

Benjamin Netanyahu é o crocodilo esfomeado por sangue e dilacerador de corpos humanos. Em suas mãos de genocida pesam as dores e agruras da humanidade. O nazisionista é o responsável-mor pelas mortes e desaparecimentos de milhares de pessoas, a maioria crianças e mulheres, que sucumbiram por causa de sua delinquência atroz e feroz, digna de um Drácula infernal, que se sobrepôs ao Direito internacional e que rasgou com furor os mandamentos de “seu” Deus, porque o meu Deus e de grande parte da população mundial não é certamente o Deus de Bibi Netanyahu e de sua escória ultraviolenta, que vive em um mundo paralelo e por isto tenta viver como se estivesse nos tempos de Abraão ou de Moisés.

A ONU tem que ser totalmente remodelada e no seu Conselho de Segurança tem que participar inúmeros países e não apenas os cinco, que se autodenominam vencedores da Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945 do século passado — há 80 anos. A ONU e os países que integram tal organização de ações anacrônicas deveriam urgentemente criar um estado palestino e protegê-lo, de forma que o povo da Palestina seja libertado do tenebroso apartheid do qual é vítima, assim como nunca mais seja assassinado por um Estado fascista promotor de guerra como Israel, que depende dos Estados Unidos para cometer genocídio e matar milhares de crianças. Israel sionista é sendero da morte e personificação da intolerância e da ultraviolência. Palestina livre! Para sempre livre. É isso aí.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.