Isso aqui é uma zona

Espera-se que ela funcione de fato, revele e sistematize os dados provenientes daqueles que tanta maldade vem fazendo para o povo de nosso combalido país. O seu resultado pode levar para o caminho do impeachment e tomara que consigamos consertar, de alguma maneira, essa “zona”

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“Isso aqui é uma zona”. Foi o que disseram duas velhinhas, depois de terem alugado e morado por dois meses num predinho de um condomínio da praia. As velhinhas se arrependeram de ter alugado um apartamento pequeno num prédio em que a porteira das vacas, ou a porteira da boiada, era aberta para festinhas que grileiros de condomínio promoviam na beira da piscina. 

É bem possível romper um contrato de aluguel de um apartamento, se a coisa não vai bem e se detecta que “Isso aqui é uma zona”, como as duas lúcidas velhinhas perceberam a tempo e se mandaram para uma coisa melhor. 

Mas como fazemos no caso de um país, como o nosso, se chegarmos à conclusão de que “Isso aqui é uma zona”? Será que ir para Cuba, por exemplo, seria uma boa solução? Por que não? Será que em Cuba, como cidadãos, não estaríamos amparados pelo estado e não teríamos que ficar apavorados toda vez que trombamos com um vizinho que não usa máscara, porque parece que é uma das armas que ele tem para nos infectar? E, cá entre nós, sabemos que não deve ser nada fácil romper o “contrato” nesse país da jabuticaba e migrar para a Ilha. 

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Por outro lado, hoje é papo furado essa história do proclamado “direito do ir e vir” e “uso máscara se eu quero”. Quem está nessa e prega batendo no peito esse tipo de atitude mesquinha é no mínimo um filho de uma égua. De verdade. Aqui não tem desculpa esfarrapada. Qual é o objetivo disso, se não o de ter a intensão de infectar e, quem sabe, até de matar o próximo?

Os equinos e os camelídeos que me desculpem, mas seria filho do quê um “cidadão” que, nessa altura do campeonato, não usa máscara e não está nem aí para a plateia? Será que, porventura, ele está a fins de tomar um café com você e aparar umas coisas mal resolvidas na vida e te prejudicar até com uma doença? Pois ele que vá procurar sua turma. Bom dia, boa tarde, boa noite. E passe bem, seu filho de uma égua. E bem longe.  

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Por isso, se existe o lugar fictício dos quintos dos infernos por que o atual presidente, e os que o apoiam, não vão todos para esse “paraíso” terrestre e nos deixam em paz? Afinal, o que precisamos fazer para proporcionar para essa turma que nos levou a partir do começo de 2019 ao caos e a insegurança diária? 

Mas, calma lá, antes de sermos acusados, injustamente, de pertencermos a algum “gabinete do ódio” alternativo: os quintos dos infernos pode ter o endereço certo e chama-se “CPI do Genocídio”. Espera-se que ela funcione de fato, revele e sistematize os dados provenientes daqueles que tanta maldade vem fazendo para o povo de nosso combalido país. O seu resultado pode levar para o caminho do impeachment e tomara que consigamos consertar, de alguma maneira, essa “zona”.

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“Se tu me amas, ama-me baixinho / Não o grites de cima dos telhados / Deixa em paz os passarinhos / Deixa em paz a mim! / Se me queres, / enfim, / tem de ser bem devagarinho, Amada, / que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...”. (Bilhete - Mario Quintana).

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