Jesus e mais nada – Democracia ameaçada. PARTE I.

Classificar, escolher, nomear e separar seres em grupos, fez da nova ciência taxonômica um apêndice justo das Ciências Naturais. Claro que quando isto se deu, Jesus já era Jesus, ou seja, ELE tinha um nome a zelar, e sua simbologia era muito maior que seus milagres

Nada é por acaso. A frase foi proferida por alguém, quem sabe um escolhido de Deus...e o termo oração, em uma de suas acepções significa recitar: retoricamente ou poeticamente.

Círculos, Associações, Confrarias, Irmandades, Conselhos, Concílios, Clubes, enfim todo o tipo de grupo ou sociedade que se reúna em volta de uma ideologia ou mito é milenar na Terra.

Até mesmo pertencer a um gênero e a uma espécie de forma taxonômica - de forma biológica sofre a influência de algo ou alguém, e hierarquicamente há uma escolha do mais apto. A técnica de classificar ou taxonomia inaugurou-se no seio do mundo moderno, no século XVI, e o sueco Carl Von Linné foi seu mais importante representante.

Classificar, escolher, nomear e separar seres em grupos, fez da nova ciência taxonômica um apêndice justo das Ciências Naturais. Claro que quando isto se deu, Jesus já era Jesus, ou seja, ELE tinha um nome a zelar, e sua simbologia era muito maior que seus milagres. 

Em 21 de fevereiro de 2017, um dos mais influentes evangélicos dos círculos de poder norte-americano, Doug Coe, faleceu. E quem foi este grande irmão, segundo o fragmento intitulado – The Family – documentado pela Netflix?

Um homem altamente influente, que entre outras ações religiosas, fundou uma Irmandade de jovens cristãos que se tornaram subservientes a funções - que iam desde a leitura do Evangelho de Cristo até a limpeza de vasos sanitários em uma residência bem próxima a casa Branca em Washington D.C.

O escritor e jornalista – Jeff Sharlet foi um dos jovens irmãos que jogava basquete, orava e via entrarem e saírem da Blair House (poderosos de todo o mundo) já que seus alojamentos ficavam vizinhos a esta centenária mansão. 

Bem, mais o que importava, ou importa é apenas JESUS, Jesus e mais nada, segundo a filosofia totalitarista de Doug Coe.

Acompanhando este fragmento/documentário realizado pelo canadiano Jess Moss e produzido por Alex Gibney, observo o quanto um jornalista precisa se despir do medo para divulgar a história como ela é (desprovida) da manipulação que tantas vezes contaminou a historiografia dos tempos.

Continuo minha saga investigativa com o faro jornalístico e histórico que busca neste novo recorte da trajetória de poder do Homo sapiens (segundo classificação lineana) extrair o sumo da realidade vertiginosa construída utilizando o nome daquele que possui a fama de filho de Deus, e que pregou a paz, o amor e a humildade.

Bem a ciência também possui sua historicidade alterada e intimidada, e sujeita a Religião que desmanda. O luterano Carl Linné talvez seja também um escolhido de Deus para provar em um de seus setenta livros publicados que há superioridade da raça branca sobre a raça negra...assim como a bíblia coloca o assassino Davi na condição de amado de Deus, e perdoado.

É curioso perceber o quanto o termo democracia torna-se cada vez mais retórico por traz de um totalitarismo teocrático político perene... E os meus leitores fiquem atentos, pois na parte dois veremos como o Deus dos poderosos irá se tornar uma arma em suas mãos.

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