Jogar unidos para ganhar a partida!

No Rio de Janeiro, que sempre foi a caixa de ressonância política do país, não é momento de largar a mão de ninguém do campo progressista e de esquerda. É isso o que eles querem para nos tirar do jogo. Mas estamos de volta para ficar e ganhar a partida

CUT convoca ato em frente a Fiesp
CUT convoca ato em frente a Fiesp (Foto: Divulgação)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

A comemoração dos 40 anos do Partido dos Trabalhadores me faz lembrar do tempo em que milhares de militantes como eu percorriam favelas, portas de fábrica, escolas e campos coletando assinaturas para criar um partido que fosse a nossa própria voz, a voz dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Já vinha da luta comunitária contra a ditadura militar, mas também pela organização das mulheres do Chapéu Mangueira no departamento feminino da Associação de Moradores. Foram experiências que me mostraram a importância decisiva da unidade popular para conquistar nossas reivindicações. Percebi claramente como nossos inimigos de classe faziam de tudo para nos dividir, pois o que eles mais temem é a luta do povo unido. Era essa forte união do povo que eu via na criação do PT. 

Desde a minha primeira eleição como vereadora, em 1982, nunca me afastei da defesa da unidade do povo, para mim algo tão forte e profundo que considero o maior exemplo de sabedoria que um partido que luta pelo povo pode ter.

Logo entendi que a união do povo se manifesta politicamente na unidade dos partidos que, pela esquerda, se propõem a liderá-lo na luta por sua libertação social. E não só, mas também no enfrentamento do racismo, do machismo e da homofobia.Vendo que não é possível um só partido representar os diferentes segmentos do nosso povo, passei a defender com ainda maior determinação a unidade do campo progressista e de esquerda como a melhor expressão da unidade do próprio povo. Em todos os mandatos que eu exerci em nome do PT sempre pautei minha atuação pela defesa de princípio da unidade popular. Por compreender isso, abri mão do mandato de senadora para ajudar o projeto nacional do PT que construía nas eleições de 1998 a unidade Lula presidente e Brizola vice.

Não vejo contradição entre construção partidária e política de alianças. Entendo que uma serve à outra: crescemos para conquistar o poder e mudar a vida do povo e só conseguimos isso se fizermos alianças. Ajudei a fundar o PT para que este lutasse pelo povo em qualquer modo como atuasse.

O Rio de Janeiro, como todo o Brasil, vive o pesadelo do retrocesso e do estrangulamento fascista da democracia. Seu povo e a sua cultura sofrem com a agressão brutal e simultânea das três esferas governamentais: a municipal, com Crivella; a estadual, com Witzel e a federal, com Bolsonaro.É uma cidade abandonada para os pobres e privatizada para os ricos. Nossa juventude negra é exterminada nas favelas e periferias e os sobreviventes não têm oportunidade de educação e emprego. As obras públicas paradas e as indústrias naval e petroquímica destruídas. Na capital e região metropolitana o sucateamento do sistema de saúde e o fornecimento de água podre pela CEDAE antecipam sua privatização.

Enfrentamos desafios como nunca, e ainda em meio a um processo de avanço fascista do governo, de parte da justiça e de setores conservadores e preconceituosos da sociedade.

No Rio de Janeiro, que sempre foi a caixa de ressonância política do país, não é momento de largar a mão de ninguém do campo progressista e de esquerda. É isso o que eles querem para nos tirar do jogo. Mas estamos de volta para ficar e ganhar a partida.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247