Jorge Lafon

É claro que Lafon, com a personagem Vera Verão, era só mais uma caricatura do homossexual jocoso. Mas não é disso que estamos a falar. estamos a falar sobre um líder religioso que tem nojo de homossexuais

É claro que Lafon, com a personagem Vera Verão, era só mais uma caricatura do homossexual jocoso. Mas não é disso que estamos a falar. estamos a falar sobre um líder religioso que tem nojo de homossexuais
É claro que Lafon, com a personagem Vera Verão, era só mais uma caricatura do homossexual jocoso. Mas não é disso que estamos a falar. estamos a falar sobre um líder religioso que tem nojo de homossexuais (Foto: Lelê Teles)

morreu em 11 de janeiro de 2003.

ator, humorista e bailarino, foi destaque em carros alegóricos durante o carnaval e desfilou, também, como rainha de bateria.

pois bem.

encontrava-se Lafon no camarim de um desses programas dominicais idiotas (alfafa de bardotos).

no mesmo dia, o padre Marcelo Rossi iria cantar aquelas bobagens infantilóides e coreografadas dele (eguei as mãos e dai glória a deus).

pois não é que o padre exigiu que o nosso gaiato núbio se vestisse "como um homem" ou o padre vazaria do lugar.

assim, na chantagem: ou ele ou eu.

vestir-se de homem.

ora, ora, logo o padre Marcelo que anda pra lá e pra cá metido num vestidão longo e cheio de babados.

humilhado, Lafon caiu em prantos.

daí, caiu numa depressão profunda.

hipertenso, foi parar no hospital, de lá não saiu com vida.

não, Rossi não matou Lafon, Rossi matou o ser humano que havia dentro de si próprio.

Rossi agiu como um carrasco da santa inquisição. o cura de aldeia tocou fogo na autoestima do ator negro e homossexual.

Marcelo Rossi dizia que falava em nome do Cristo, o que é uma fraude.

Rossi era apenas mais um mercador no afã de ter fans e vender discos e shows de suas músicas idiotas.

transformado em mercadoria midiática, ele e os animaizinhos foram descartados assim que surgiu um novo hit de verão.

vivo fosse, o Cristo daria várias chicotadas no lombo desse farsante desalmado, desse vendilhão preconceituoso.

talvez Marcelo Rossi não tenha lido na Bíblia dele nada sobre o rei Davi e seu namorado Jonatã.

quiçá Rossi não se lembre da declaração de amor de Davi a seu camarada, dizendo que o amor que sentia por ele era muito maior que o amor que ele tinha pelas mulheres.

oxalá o padre Marcelo tente mentir para si mesmo que não leu a passagem em que Jonatã arranca suas vestes, beija e deita-se por três vezes sobre o carismático Davi.

pelados.

é claro que Lafon, com a personagem Vera Verão, era só mais uma caricatura do homossexual jocoso.

mas não é disso que estamos a falar. estamos a falar sobre um líder religioso que tem nojo de homossexuais.

essa semana o ator Leornardo Vieira atravessou o inferno por conta do preconceito.

há pouco, uma travesti foi perseguida no metrô por sicários dispostos a matá-la por não se vestir como um homem.

ontem mesmo uma mãe matou a facadas o próprio filho, em São Paulo, porque o garoto era homossexual.

acusam os evangélicos e os muçulmanos de preconceito barato e fundamentalismo.

Rossi tá aí para mostrar que os católicos vão pelo mesmo caminho.

ah, o cabra que perseguia a travesti no metrô de Sampa usava uma camiseta com a estampa do cristo loiro da igreja católica.

com mil diabos.

palavra da salvação.

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