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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Kiev não se entrega

"Eu achava que os russos iriam invadir Kiev sem dificuldades, dada sua superioridade, mas os fatos me desmentem", escreve Alex Solnik

Posto do Serviço de Guarda de Fronteira do Estado ucraniano danificado por bombardeios na região de Kiev (Foto: Reuters)

Não há mais reunião entre Putin e Zelensky para tratar de cessar-fogo e paz, como foi anunciado ontem pelo porta-voz do governo ucraniano. Hoje, Putin disse que a Ucrânia se recusou a negociar.

A guerra chegou, de madrugada, às ruas de Kiev, desmentindo Putin que, anteontem, garantiu que o objetivo russo era destruir equipamentos militares.

Grupos de sabotadores já estavam na cidade. Uma de suas missões consistiu em marcar telhados de prédios com sinais destinados a orientar bombardeios aéreos.

Autoridades fazem apelos para os moradores verificarem se o telhado do seu prédio está marcado e pedindo que destruam os sinais.

Ontem, eu achava que os russos iriam invadir Kiev sem dificuldades, dada sua superioridade, mas os fatos me desmentem.

 Um vídeo da madrugada passada mostra tanques russos que tentavam entrar na capital sendo destruídos por coquetéis molotov jogados por civis furiosos. 

A população está participando ativamente da defesa de Kiev, sem se intimidar com os mísseis que atingem prédios residenciais. Essa é a diferença. O povo. Algo com que Putin não pode contar.

Na Rússia e no mundo crescem protestos contra Moscou.

É uma briga de cachorro grande.

Kiev não se entrega.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.