Lava Jato: a operação que entregou o Brasil

"Com esse acordo absurdo, a Operação Lava Jato, que mais deveria se chamar "Operação Lesa Pátria", coloca a cereja em seu bolo entreguista, sujo e criminoso", avalia o colunista Guilherme Coutinho sobre o acordo que prevê R$ 2,5 bilhões da Petrobrás a uma fundação capitaneada pela Lava Jato; "Dallagnol que tratou de ir para as redes sociais defender a medida e subestimar quem a criticava deve sérias explicações para o país. Ou para o que sobrou dele. Pois de passo em passo, com esse governo e com essa Operação, estamos voltando oficialmente a ser uma colônia: um mero quintal dos imperialistas americanos"

Lava Jato: a operação que entregou o Brasil
Lava Jato: a operação que entregou o Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Desde que foi criada, há 5 anos, a Lava Jato tem cumprido com extrema eficiência seu propósito. Sob o pretexto de combater a corrupção, a Operação perseguiu partidos e pessoas, derrubou uma presidenta honesta, entregou o petróleo brasileiro a preço de banana, além de ter deslegitimado um processo eleitoral, prendendo, sem provas, o maior líder político do País. Agora a República de Curitiba, sob a liderança de Deltan Dallagnol, desde que o 'Golden Boy' Sérgio Moro assumiu seu lado político, ocupando cargo no (des) governo que ajudou a eleger, firma um acordo com a Petrobrás e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos no valor módico de R$ 2,5 bilhões. São os Estados Unidos confrontando, sem disfarces, a soberania nacional.

A Operação fez até agora 183 acordos de delação. Com isso, 90% dos 426 denunciados estão em liberdade, e apenas 47 estão cumprindo pena. Muitos delatores, ainda que com o uso de tornozeleira eletrônica, vivem uma vida de luxo com o dinheiro fruto de corrupção. Uma das donas da Camargo Correa, empreiteira envolvida na Lava Jato, adquiriu um apartamento de US$ 30 milhões (trinta milhões de dólares) em Nova Iorque, conforme apurou a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Ademais os maiores corruptos do país, como Michel Temer, Aécio Neves e José Serra não passaram uma noite sequer na prisão, mesmo pesando contra eles provas inquestionáveis de diversos crimes contra a administração pública.

Com esses dados, muitos poderiam pensar que a Operação fracassou miseravelmente em seu propósito essencial. Mas como foi dito, acabar com a corrupção era apenas uma cortina de fumaça para entrega do patrimônio nacional aos Estados Unidos e perseguição deliberada a um partido específico: o PT. Sendo essencial no golpe contra Dilma, Sérgio Moro e sua turma abriu caminho para a entrega do pré-sal aos estrangeiros, como tratou de fazer, imediatamente, o presidente golpista Michel Temer. Ademais, de delação em delação, a Laja Jato conseguiu prender Lula, o maior líder político do País e nome certo para vencer as eleições do ano passado.

Agora com esse acordo absurdo, a Operação Lava Jato, que mais deveria se chamar "Operação Lesa Pátria", coloca a cereja em seu bolo entreguista, sujo e criminoso. Dallagnol que tratou de ir para as redes sociais defender a medida e subestimar quem a criticava deve sérias explicações para o país. Ou para o que sobrou dele. Pois de passo em passo, com esse governo e com essa Operação, estamos voltando oficialmente a ser uma colônia: um mero quintal dos imperialistas americanos.

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