Lava Jato rejeitou delação de Tacla Duran por citar Moro

Desde o início foi muito suspeita a reação furiosa de autoridades da Lava Jato contra delator que fugiu do país apesar de ter recebido da Lava Jato uma belíssima proposta de acordo de delação premiada junto com outros 77 executivos da Odebrecht. O nome desse indivíduo é Rodrigo Tacla Durán

Desde o início foi muito suspeita a reação furiosa de autoridades da Lava Jato contra delator que fugiu do país apesar de ter recebido da Lava Jato uma belíssima proposta de acordo de delação premiada junto com outros 77 executivos da Odebrecht. O nome desse indivíduo é Rodrigo Tacla Durán
Desde o início foi muito suspeita a reação furiosa de autoridades da Lava Jato contra delator que fugiu do país apesar de ter recebido da Lava Jato uma belíssima proposta de acordo de delação premiada junto com outros 77 executivos da Odebrecht. O nome desse indivíduo é Rodrigo Tacla Durán (Foto: Eduardo Guimarães)

Desde o início foi muito suspeita a reação furiosa de autoridades da Lava Jato contra delator que fugiu do país apesar de ter recebido da Lava Jato uma belíssima proposta de acordo de delação premiada junto com outros 77 executivos da Odebrecht.

O nome desse indivíduo é Rodrigo Tacla Durán. Ele se transformou em um dos homens mais temidos pelos presidentes e altos funcionários da América Latina.

Aos 44 anos, Tacla Durán conhece bem os segredos da Odebrecht, que abalou as estruturas políticas do continente depois de confirmar o pagamento de subornos milionários a Governos de 12 países.

Esse advogado de nacionalidade hispano-brasileira foi preso em novembro do ano passado por ordem do juiz Sérgio Moro. Depois de passar 72 dias na prisão de Soto del Real, encontra-se em liberdade provisória. Será julgado na Espanha depois que um tribunal superior do país rejeitou o pedido de extradição feito para que voltasse ao Brasil.

O advogado conseguiu nacionalidade espanhola em 1994, porque seu pai e avô eram galegos. Ele argumenta que teme ficar preso no Brasil e não é pelas condições carcerárias, mas por medo da Lava Jato.

A Justiça brasileira pede sua extradição por supostamente lavar mais de 50 milhões de reais a pedido da empresa. A Odebrecht afirma que o contratou para lavar as propinas ilegais, diz que ele “jamais atuou como advogado em qualquer empresa do grupo”.

A fuga de Tacla Duran para o país europeu, porém, é estranha.

Hordas de delatores muito mais envolvidos em crimes beneficiaram-se de delações premiadas. E o acordo proposto ao advogado de dupla nacionalidade era excelente – para ele. Segundo o advogado relatou ao jornal espanhol El País, recebeu da lava Jato a seguinte oferta:

1 – Seis meses de prisão domiciliar com tornozeleira;

2 –  Prestação de serviços comunitários;

3 – Multa de até 44 milhões de reais.

Segundo Tacla Duran relata, a Odebrecht ainda ofereceu lhe pagar 15 anos de folha de pagamento a fim de que pudesse pagar a multa imposta pela Lava Jato, caso aceitasse o acordo. Por que não aceitou? Não faz o menor sentido. Sua situação seria muito melhor, hoje.

Para começar a entender, basta notar reação destemperada de autoridades da Lava Jato a esse episódio. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, por exemplo, divulgou um ataque virulento ao advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, quem ironizou o episódio por envolver particularmente o juiz Sergio Moro.

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