Lindbergh Farias é inocente, diz PGR; já o “Índio” continua enrolado na Lava Jato

Lindbergh fica mais livre e solto para fulminar o “acordão” do bloco de oposição que ele lidera — especialmente o PT — com Eunício Oliveira (PMDB-CE), o “Índio” na delação da Odebrecht, na eleição da mesa do Senado

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O procurador-geral Rodrigo Janot pediu ao STF arquivamento de inquérito contra Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da oposição no Senado, por não haver “elementos suficientes para a deflagração de ação penal” pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.

Portanto, Lindbergh fica mais livre e solto para fulminar o “acordão” do bloco de oposição que ele lidera — especialmente o PT — com Eunício Oliveira (PMDB-CE), o “Índio” na delação da Odebrecht, na eleição da mesa do Senado.

O senador Roberto Requião (PMDB), após lançar programa visando a disputa pelo comando da Casa, informou nesta quarta-feira (25) que Cristovam Buarque (PPS-DF) propõe que o futuro presidente do Senado, se tiver processo criminal aceito pelo STF, renuncie ao cargo na mesa.

Como se vê, caro leitor, a Bancada da Odebrecht não conseguirá fazer um “passeio” no próximo dia 2 de fevereiro como imaginava antes. Vai ser uma peleja bastante animada.

A seguir, leia a matéria da Agência Brasil:

PGR pede arquivamento de inquérito sobre senador Lindbergh Farias na Lava Jato

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito no qual o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) é investigado pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.

A investigação contra o senador foi aberta no Supremo em março de 2015, a pedido da PGR. Na ocasião, a Procuradoria afirmou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse ter recebido, em 2010, a visita de Lindbergh pedindo R$ 2 milhões para sua campanha ao Senado.

No parecer, a PGR seguiu o mesmo entendimento da Polícia Federal, que, em novembro do ano passado, também pediu o arquivamento da investigação. De acordo com procurador-geral, Rodrigo Janot, não há “elementos suficientes para a deflagração de ação penal”.

“Os resultados das diligências realizadas, conquanto não infirmem as mencionadas declarações, não foram capazes de reforçá-las, persistindo até mesmo dúvidas em relação a circunstâncias essenciais dos fatos aqui versados, tais como o local da primeira reunião entre o investigado e o ex-diretor da petrolífera e a suposta pessoa que teria repassado os dois milhões de reais”, disse Janot.

O inquérito era presidido pelo ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião em Paraty (RJ) na semana passada. Com a morte do magistrado, a Corte ainda busca uma solução interna para a escolha do novo relator dos processos da Lava Jato.

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