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O cinismo do indisfarçável tucano colunista Élio Gaspari, hoje, no Globo e na Folha, não tem tamanho. Ele considera perfeita a política de preços livres praticada por Parente, na Petrobras, que, na verdade, é ditada pelas multis do petróleo, conforme jogo de poder e correlação de forças entre as potências, dentro de critérios geopolíticos estratégicos

Gaspari
Gaspari (Foto: César Fonseca)

O cinismo do indisfarçável tucano colunista Élio Gaspari, hoje, no Globo e na Folha, não tem tamanho.

Ele considera perfeita a política de preços livres praticada por Parente, na Petrobras, que, na verdade, é ditada pelas multis do petróleo, conforme jogo de poder e correlação de forças entre as potências, dentro de critérios geopolíticos estratégicos.

A OPEP – 14 países produtores –  nasceu em março de 1960 para fugir da manipulação dos preços feita pelas sete irmãs(Estados Unidos, Inglaterra, Países Baixos etc, então principais compradores e distribuidores), e, desde então, ninguém acredita nesse papo furado que Parente, apoiado por Gaspari, sustenta, dada sua completa irrazoabilidade.

Há, sem dúvida, o fator oferta-demanda, mas outros fatores, tão ou mais importantes, entram em cena, que mantêm volatilidade permanente nos preços do insumo mais importante na economia capitalista.

Petróleo e seus derivados – uma variedade quase infinita – são, fundamentalmente, regidos por oligopólios.

O preço oligopolizado subiu de 10 dólares o barril, nos anos 1960, para 147 dólares, na crise de 2008; em 2009 caiu para 100 dólares; em 2018 está em torno de 68 dólares.

Fora da OPEP, estão a Rússia, segunda maior produtora mundial, México, Noruega e Azerbaijão, e ninguém obedece, estritamente, ninguém.

Todos cuidam de ter sua autonomia relativa, para influir no preço final etc, já que se trata de produto finito, portanto, relativamente, escasso, e a alta de preços é determinada pela escassez, sempre, manipulada etc.

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