Lograr, enganar, fraudar, trapacear e falsificar: Spoofing, a quadrilha da Lava Jato e o Brasil de joelhos

"Conspiraram contra os interesses do Brasil, as garantias constitucionais e a democracia. Mandaram para o espaço, e a pontapés, o Estado Democrático de Direito, sendo que por anos foram elevados à posição de paladinos da Justiça, da moral, da família, dos bons costumes, além de serem considerados 'cristãos'"

(Foto: Adriano Machado/REUTERS)
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Por Davis Sena Filho

“Esses fatos revelados indicam que a Lava estava em outra estratosfera. Sequer pertencia ao Ministério Público, você não vê ninguém da Procuradoria Geral da República (PGR), nenhum corregedor. Quem é o chefe/coordenador da Lava Jato, segundo esses vazamentos, esses diálogos? É o [Sergio] Moro, que eles [procuradores] chamavam de russo". (Gilmar Mendes, juiz do SCT, que se mostra estupefato com razão, mas que em passado recente cooperou, e muito, para o golpe de estado contra Dilma, a prisão de Lula e a desmoralização do Brasil como República e Nação). 

Os bandidos se organizaram em um bando insidioso e golpista, que frequentava os porões de PF, Justiça e MPF, assim como resolveram se associar na Lava Jato para cometer seus crimes.

Conspiraram contra os interesses do Brasil, as garantias constitucionais e a democracia. Mandaram para o espaço, e a pontapés, o Estado Democrático de Direito, sendo que por anos foram elevados à posição de paladinos da Justiça, da moral, da família, dos bons costumes, além de serem considerados "cristãos".

A verdade é que esse bando de delinquentes e irresponsáveis criou seus próprios códigos, à margem da lei e debaixo das sombras da iniquidade, da mentira, da manipulação, da farsa, da fraude, e, principalmente, fizeram da covardia e da truculência seus atos de ofício — a praxe da maldade em forma de perseguição por parte do Estado. Usaram o Lawfare como espada ou lança, bem como da mentira fizeram seus escudos.  

Desfilaram no Brasil e no exterior como "modelos" de competência, lealdade, honestidade e resiliência. Contudo, não passavam de farsantes a cometerem crimes em série, conforme seus interesses políticos, ideológicos e financeiros.

Os paladinos da Justiça corrompida foram movidos de acordo com as circunstâncias e os apoios angariados pelas corporações privadas de mídias familiares historicamente golpistas, as mais corruptas do mundo ocidental e igualmente delinquentes, tanto quanto aos integrantes da quadrilha da Lava Jato.

Trata-se da fome com a vontade de comer para entregar o Brasil de vez aos interesses dos estados estrangeiros e às corporações empresariais internacionais, com a aquiescência do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser, reitero, a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil.

O país sem paz cujo povo e todas as classes sociais são cúmplices de suas próprias derrocadas, pois deliberadas e, irremediavelmente, antropofágicas. Um povo que cooperou e até hoje apoia a destruição de seu próprio País e que não lutou, em hipótese alguma, para manter seus direitos trabalhistas, previdenciários, empregatícios e estudantis.

O Brasil das derrotas e vergonhas eternas retratado no bando da Lava Jato, que teve a ousadia de realizar crimes contundentes e quebrar a economia brasileira, sem que um único procurador, juiz e policial se voltasse contra esse estado de coisas, pois optaram por fazer a política mais capciosa e baixa possível.

Pelo contrário, esses caras participaram de um golpe de estado contra a presidente constitucional e reeleita, Dilma Rousseff, bem como cometeram os maiores crimes já vistos contra um político brasileiro, como foi e está a ser o caso escabroso e deplorável do ex-presidente Lula.

O político que não roubou, conforme comprovam a ausência de provas contra o ex-mandatário, mas perseguido com requintes de crueldade por parte de procuradores, delegados e juízes dignos de sadomasoquistas, que chafurdavam nos porões fétidos, podres e moralmente imundos da Lava Jato de Curitiba e nos tribunais que ao bando curitibano se associaram, a apenas a referendar as sandices e injustiças de Sérgio Moro.

Enquanto isso estão a entregar poderosas estatais estratégicas para o desenvolvimento do Brasil, que estão sendo criminosamente desmontadas pelos agentes brasileiros do capital internacional, que ocuparam o País como se fossem tropas estrangeiras, assim como dão ordens a partir dos gabinetes de Ministério da Economia, BNDES, BB, CEF, Eletrobras e Petrobras (já toda esquartejada).

Participam como garantidores de inenarrável e indescritível pirataria e exploração contra o Brasil, órgãos como a AGU, CGU, PGR e, evidentemente, o STF, que chancelam os crimes de lesa-pátria de autorias de verdadeiros delinquentes, que tomaram o poder republicano e que somente tem como programa de governo o desmonte do estado brasileiro, e nada mais. Privatizam apenas e não constroem um único hospital ou universidade, além de terem extinto todos os programas de inclusão social e depois fingem não compreender o porquê de o Brasil ser tão violento e sofrer com tantos crimes.

O desmonte para tirar do povo brasileiro o estado nacional, e, com efeito, parar as ações sociais e financeiras dos grupos sociais que estão na linha de pobreza, a garantir pelo menos a segurança alimentar. As palavras do ministro falastrão e incompetente, Paulo Guedes, vão nessa direção: tirar o estado do povo brasileiro, aquele que sustenta o Estado e a iniciativa privada com trabalhador e consumidor.

Exatamente isto que disse o ogro da economia, o boçal fundamentalista do Estado. O ímpio e o iníquo como homem público. O que se acha imortal, mas vai apodrecer em algum cemitério quando sua vida improdutiva e sociopata chegar ao fim, como qualquer vida que necessita respirar. Paulo Guedes é o economista/banqueiro dos piores números econômicos da história do Brasil contemporâneo e mesmo assim, por causa de ideologia e burrice, tem o apoio dos grandes comerciantes, fazendeiros e industriais brasileiros.

Paulo Ogro Guedes tem de explicar a venda da carteira do crédito do Banco do Brasil para o Banco Pactual, um negócio nebuloso, sendo que o incompetente economista é um dos fundadores do Pactual. Não sabe e não conhece nada de sociedade e de administração do Estado. Trata-se de um pulha, que um dia terá de explicar seus negócios de estado com a iniciativa privada mais improdutiva do mundo — os bancos. Pode isto, Arnaldo?!

Como disse anteriormente, o brasileiro tem vocação para a autoflagelação e, com efeito, tem de ser estudado urgentemente por psiquiatras e psicólogos das melhores academias do mundo. Não existe nada parecido no mundo como o brasileiro, que está sob os auspício de um sistema de Justiça corrompido e que permitiu que generais ambiciosos e incompetentes, procuradores delinquentes, delegados ignorantes e inconsequentes, juizecos de primeira instância golpistas e políticos sem condições até para mandar nas casas deles se aliassem em um consórcio criminoso para que a direita retornasse ao poder.

A volta da direita que se aliou à extrema direita brasileira, uma das mais perversas e atrasadas do planeta. Tomaram o poder por meio de um golpe de estado travestido de legal e legítimo, que redundou na prisão de Lula, na quebradeira generalizada do Brasil e, por fim, se este é o fim que não possa piorar, na ascensão do pior político e ser humano nascido no Brasil, cuja alcunha é Jair Bolsonaro, um fascista expulso do Exército e que fez carreira parlamentar durante 28 anos no baixíssimo clero da Câmara dos Deputados.

Tudo isto, cara pálida, é também culpa sua. Saiu às ruas como um trouxa e idiota pleno de preconceitos e ódios, ressentimentos e rancores, a vestir a camisa da CBF e a flertar com os fascismo e depois realmente apoiar a extrema direita. Trata-se do tucano derrotado nas urnas em quatro eleições consecutivas e que se transformou em bolsominion, depois de ser por anos a fio um ridículo coxinha, que considerou a pequena ascensão social dos pobres um desaforo à sua condição "superior" de classe média.

A classe presunçosa e sem noção de nada com coisa alguma, que entrou de cabeça na luta de classe, quando andou pelas ruas durante três anos (2013/2016) para lutar contra a "corrupção" e depois apoiar um golpista corrupto (Michel Temer) e eleger um destrambelhado, acusado igualmente com seus filhos de corrupção (Jair Bolsonaro) e que hoje afunda o Brasil em uma crise econômica e moral sem precedentes, a combater ainda, irresponsavelmente, a vacinação contra a Covid-19, a pesquisa e a ciência.

A classe média coxinha e depois transformada em bolsominion, como se fosse um inseto a sair de seu mórbido e tenebroso casulo, porque somente entende de shopping, academia, bares, baladas e viagens, pois nunca passou fome e não teve de realmente competir para valer como as camadas economicamente baixas da sociedade deste País fadado ao fracasso e que tem apego pelo retrocesso e o atraso. A classe média colonizada e que despreza seus serviçais. A classe média racista. A classe que, quando se olha no espelho, vê seu rosto refletir os rostos de Jair Bolsonaro e Sérgio Moro.

PS: Este País é tão racista e desigual que basta ser branco e de classe média para que sua mediocridade em vida o permita sobreviver sem muitos contratempos.

A classe média concurseira como o Moro e o Dallagnol, ou "dona" dos melhores empregos da iniciativa privada, que gosta de ser chamada de "doutora" e "doutor", sendo que não passa de um rebanho ignorante facilmente manipulável, porém, disposto a enveredar pelo golpismo porque se considera parte das classes dominantes, quando a verdade é que não passa de uma empregada, que poderá a qualquer momento levar um pontapé na bunda de seus patrões.

E tudo isso aconteceu no Brasil que se destrói deliberadamente, como se fosse um suicida. A verdade é que muitos brasileiros sempre souberam que o golpe foi a pá de cal da luta do Brasil para ser uma nação respeitada no mundo, com o mínimo de dignidade e civilidade.

Como o Brasil tem uma "elite" ou casa grande bárbara, autofágica, desprovida de qualquer projeto de País soberano, porque indelevelmente colonizada e de espírito escravocrata, teremos de eternamente de conviver e sofrer com heróis de pés de barro, a exemplo dos bandidos da Lava Jato e de inúmeros tribunais e polícias, que tiveram a cumplicidade do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser, não me canso de falar, a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil.

A operação Spoofing e os diálogos deploráveis e infames de procuradores delinquentes com seu chefe criminoso é a pá de cal e a prova cabal de que a Lava Jato se trata de uma organização criminosa, que humilhou a nação brasileira, mesmo que muitos brasileiros continuem a ser cúmplices de crimes em forma de apoio, como fizeram nas ruas no período de Dilma Rousseff.

Sérgio Moro, Gabriela Hardt Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo e Roberson Pozzobon, dentre muitos outros procuradores, desembargadores do TRF-4, ministros do STJ e, principalmente, ministros do STF são os maiores responsáveis pela conspiração contra a Constituição, a democracia e o Estado de Direito, juntamente com os generais e as corporações midiáticas, à frente as famiglias Marinho, Frias, Civita, Mesquita e, posteriormente, os propagadores de fakes news por meio da internet, que levou o Brasil a tal retrocesso civilizatório, que parece que o País retornou aos tempos da República Velha. Tempo pretérito à industrialização do Brasil iniciada pelo estadista nacionalista Getúlio Vargas.

O Supremo Com Tudo (SCT) tem a obrigação de não mais errar e parar de ser pusilânime, covarde, parcial e, sobretudo, estancar a sangria do Brasil e suas estatais, assim como combater a ilegalidade e os crimes perpetrados por homens e mulheres arrogantes e sem limites, além de muitos deles serem almofadinhas vinculados à Justiça, ao MPF e à PF.

Moro, Dallagnol e seu bando têm de ir urgentemente para a cadeia. Não compreendo como o Brasil e suas instituições mais importantes e emblemáticas permitiram que uma quadrilha saísse do submundo da Lava Jato e interditasse o processo democrático e eleitoral, destruísse a economia, além de impedir que o povo brasileiro, soberano em seu voto, segundo a Constituição, fosse impossibilitado de votar no candidato Lula em 2018, bem como a candidata reeleita em 2016, Dilma Rousseff, fosse deposta por uma súcia de deputados e senadores bandidos.

A maioria desses políticos responde por diversos e inúmeros crimes na Justiça e hoje controlam os legislativos federais por intermédio do Centrão, grupo de malandros e entreguistas da pior espécie, que hoje exige do presidente Jair Bolsonaro, cuja alcunha é Bozo, o retorno  bilionário por dar apoio às sandices e perversidades do pior governo do Brasil em todos os tempos. Cadeia para Moro, Dallagnol e quadrilha, pois, do contrário, sem justiça não há paz, há barbárie. A Lava Jato é uma farsa! É isso aí.

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