Lula 2018, esquerdismo infantil e golpismo — Psol também é responsável pelo golpe

Os cafajestes do golpe de estado de 2016 terão de se submeter à Constituição, ao calendário eleitoral e às eleições diretas este ano ou em 2018, com a presença de Lula como candidato a presidente, a preservar a democracia, o Estado de Direito, bem como a viabilizar o protagonismo histórico das forças populares e democráticas

Belo Horizonte- MG- Brasil- 06/02/2015- Ex-presidente Lula discursa em evento que comemora os 35 anos do PT. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Belo Horizonte- MG- Brasil- 06/02/2015- Ex-presidente Lula discursa em evento que comemora os 35 anos do PT. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula (Foto: Davis Sena Filho)

Os cafajestes do golpe de estado de 2016 que levou à deposição da presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, terão de se submeter à Constituição, ao calendário eleitoral e às eleições diretas este ano ou em 2018, com a presença de Lula como candidato a presidente, a preservar a democracia, o Estado de Direito, bem como a viabilizar o protagonismo histórico das forças populares e democráticas.

Esta conversa "para boi dormir" de setores da esquerda que afirmam que a direita golpista não deu um golpe à toa e que por isto não irá ceder às eleições diretas, assim como prenderá o Lula, mesmo se o ex-mandatário não tenha cometido quaisquer crimes comuns e de responsabilidade, significa apenas uma ode ou evocação ao derrotismo e ao fracasso, além de conspirar em companhia da iniquidade.

Esta postura infantil e irresponsável de alguns esquerdistas desarticula e desune as forças democráticas que estão a combater a quadrilha que tomou de assalto o poder central. Eles prejudicam os inúmeros grupos que estão realmente a lutar pelas diretas já, ao invés de procurar articulá-los e uni-los ainda mais. Setores do campo político e ideológica da esquerda precisam, urgentemente, ter mais responsabilidade e conhecimento real dos bastidores e da história da política brasileira.

Deixar de infantilismo e agir e atuar dentro do que é apresentado pelas realidades, que, por serem reais, necessitam ser enfrentadas de maneira realista e pragmática, pelo simples fato de que o Brasil irá afundar, irreversivelmente, bem como se tornar, insofismavelmente, uma republiqueta colonizada pelos países desenvolvidos, especialmente os EUA, que já estão a tomar conta do poderoso mercado interno deste País, assim como a dar fim, juntamente com os golpistas colonizados e entreguistas da casa grande tupiniquim, a nossa soberania, aos projetos estratégicos e à diplomacia independente e altiva.

Do contrário, o campo partidário e ideológico de esquerda se tornará um imenso Psol, que a despeito de agora estar a combater o governo ilegítimo e corrupto do quadrilheiro *mi-shell temer e clamar por eleições diretas, é também, sem sombra de dúvida, um dos partidos responsáveis pela queda de Dilma Rousseff, mesmo a não participar do desgoverno dos ladrões do Brasil, que deram um golpe de estado para, dentre tantos outros motivos, escaparem da cadeia.

O Psol fez campanha contra o Lula e a Dilma durante 11 anos, pois fundado em 2004, a aliar-se, espontaneamente e irresponsavelmente, aos interesses da burguesia proprietária da casa grande, que ficou muito agredecida. Depois tais esquerdistas do Psol perceberam, mas sem assumir, a grande burrada e mancada propiciada pelo esquerdismo infantil e soberbo, para não dizer arrogante e "purista", como se fosse mais factível combater os governos petistas, que jamais reprimiram os trabalhadores e, evidentemente, melhoram, e muito, a economia, a darem oportunidades às classes pobres em todos segmentos de atividades econômicas e sociais.

O PT humanizou a sociedade brasileira até o dia em que aconteceram as campanhas conservadoras de massa, a partir de 2013 e promovidas nas ruas, na internet e nos meios de comunicação, como televisões, rádios, jornais e revistas pertencentes aos magnatas bilionários de imprensa historicamente inimigos dos interesses do Brasil. Campanhas de ruas, midiáticas e protestos financiados pela reação e bancados por partidos como o PMDB, que traiu Dilma Rousseff, e pelo PSDB , DEM e PPS, que em 2016 assumiram o poder após serem derrotados quatro vezes consecutivas pelo PT. Grupos direitistas e golpistas como o MBL, Vem pra Rua e Revoltados Online, dentre outros, são ligados umbilicalmente aos tucanos e seus aliados de golpe de estado.

E deu no que deu: o Brasil humilhado e considerado uma republiqueta cucaracha e bananeira pela comunidade internacional. Volto a comentar: republiqueta com a carranca e o focinho das provincianas e colonizadas classes ricas e médias, que hoje não sabem muito bem onde enfiar suas panelas e guardar suas camisas amarelas da CBF corrupta junto com as traças e o cheiro de naftalina. Trata-se dos coxinhas que se calaram e se recolheram às suas insignificâncias e ignorâncias, às suas irresponsabilidades temperadas pelo analfabetismo político e o inenarrável, indescritível e inigualável complexo de vira-lata.

O Psol, sem ponderar e avaliar com seriedade que os governos trabalhistas de Lula e Dilma aconteceram dentro dos princípios e do jogo que estava a ser jogado há 40 anos, quando se trata de financiamento de campanhas e de governos eleitos por coalizões, resolveu fazer uma campanha sistemática de oposição contra os governos trabalhistas, que, apesar dos defeitos, tinham também muitas virtudes e que, limitados para realizar ações e projetos mais profundos que mexessem nas estruturas escravocratas deste País, optaram por estabelecer a diminuição das desigualdades sociais e regionais deste País de índole e caráter latifundiário.

Por sua vez, o Psol preferiu se aliar a pior direita, mesmo sendo o tal partido uma agremiação socialista, com políticos da esquerda radical, que não se move e não se pauta pelos mesmos motivos, desejos, programas e projetos dos políticos e partidos conservadores que, diuturnamente, empenharam-se obsessivamente em derrubar do poder o presidente Lula, a conseguir, enfim, concretizar o golpe contra Dilma Rousseff, que inacreditavelmente teve invalidado 54,5 milhões de votos. Nunca o Psol e a direita devem se esquecer dos votos de milhões de brasileiros que foram jogados na lixeira do escárnio e do autoritarismo. Nunca o Psol deve se esquecer que o golpe foi planejado para transferir o dinheiro público para a iniciativa privada e acabar com a soberania do Brasil.

O Psol e seus membros sabem e compreendem muito bem que os governos petistas foram submetidos a uma coalizão partidária para poder governar e ter governabilidade, independente do combate necessário e legítimo à corrupção e das prisões dos ladrões do dinheiro público, que fique claro e registrado o que agora afirmo, pois apoio e sempre apoiei o combate à corrupção, a prisão de ladrões, mas com a preservação das empresas brasileiras, de sua indústria e do mercado interno como criador de empregos para os trabalhadores brasileiros. Todavia, uma coisa é uma coisa é outra coisa é outra coisa. Ponto.

O Psol, acredito sinceramente, não possuiu uma alma golpista e nem espírito de porco. Acredito em suas intenções ideológicas e observo as declarações e as votações de seus parlamentares, mas, por seu turno, cooperou para o processo draconiano do golpe de 2016, e este fato real deveria ser debatido à exaustão pelo partido que se considera socialista, mas tal qual ao PCB e outros partidos de esquerda, em um tempo pretérito, que, no afã para derrotar Getúlio Vargas e João Goulart, compôs com a direita mais atrasada do mundo, postura esta que resultou em uma ditadura militar de 21 anos.

A consolidação da ditadura dos militares e civis das "elites" brasileiras não começou na década de 1960, iniciou-se ainda na década de 1930, quando os militares que participaram da Revolução liderada por Getúlio perceberam que o político trabalhista e, sobretudo, nacionalista, tinha ideais e vocação para defender os interesses dos trabalhadores e, mais do que isto, era a locomotiva de um projeto nacional de industrialização, que visava a soberania e a independência do Brasil.

Poucos anos depois, a maioria dos líderes militares se tornaram adversários ferrenhos de Getúlio Vargas, sendo que muitos deles participaram de conspirações e tentativas de golpes em 1954, 1955, de 1960, de 1961 e do golpe final de 1964. Se a direita, através da história, combateu e combate duramente os trabalhistas, é sinal que o inimigo do Psol ou dos esquerdistas tresloucados não deveria ser os trabalhistas, mas, sim, a direita. Bingo! É tão difícil verificar e entender isto? Durma-se com um barulho desse.

O Psol deveria saber disso, bem como compreender que Getúlio, Jango, Brizola, Lula e Dilma foram derrubados pela direita, que em todos golpes de sua autoria contou com o apoio de setores da esquerda, que depois se verificou que não passavam de ferrenhos burgueses, verdadeiros quinta-colunas, como comprova e demonstra, indubitavelmente, o PPS (ex-PCB) do conspirador e do traidor, inclusive de seu passado e de seus princípios, o deplorável e lamentável Roberto Freire.

A esquerda de radicalismo infantil tem de ler história e ser atenta às conjunturas políticas e saber diferenciar que os trabalhistas não são de direita, mas, sim, de esquerda, não marxista, apesar de muitos dos trabalhistas também o serem marxistas e socialistas. O Psol tem de parar de ser útil para as perversidades e as criminalidades da direita, porque inocente os membros do Psol não o são. O PCdoB, aliado histórico do PT, sabe disso e compreendeu a história, bem como o PCO e setores amplos do PSTU.

Setores da esquerda, por inúmeros motivos, combateram governos trabalhistas, que a concordar ou não, pois não importa, foram os responsáveis, dentro do possível em uma democracia burguesa e de um sistema de capital selvagem ou bárbaro, pelo desenvolvimento do Brasil e pela edificação de um pequeno estado de bem-estar social em períodos curtos, em relação ao número de anos e de presidentes de direita eleitos ou biônicos colocados pelo establishment na Presidência da República.

O infantilismo esquerdista que coopera para os interesses da direita serem consolidados, a exemplo do Psol, configura-se na ausência de sabedoria programática, pragmática e analítica de fazer vergonha a um boçal ou energúmeno de direita adepto da truculência e do golpismo político, como ocorreu e ocorre no Brasil. Tem de se separar o joio do trigo. A esquerda programática, que não pode e não deve deixar de ser pragmática, tem chances de chegar ao poder com o Lula e dar sequência ao desenvolvimento e à independência do Brasil.

Já a esquerda infantil, que se mostra agora arrependida e luta, com acerto, pelas eleições diretas, além de denunicar o sistema que privilegia e blinda os tucanos e o golpista *mi-shell temer até agora, que continue a confrontar e a enfrentar a direita corrupta e golpista que tomou o Brasil de assalto, para depois apoiar o Lula e aprender com seus próprios erros que nem sempre a vida é como a esquerda infantilizada quer, ou seja, de forma rápida, até porque quem apoia o Lula também deseja os mesmos avanços sociais que a esquerda que cooperou com o golpe, a exemplo do Psol e outros.

Por sua vez, é preciso ter a compreensão que este País é capitalista e ferozmente violento e sectário. As classes sociais são visivelmente estratificadas, sendo que a luta de classes é um dos motivos principais, se não for o principal motivo de os coxinhas terem ido irresponsavelmente às ruas e de os ricos e muito ricos financiarem o golpe, assim como tomarem a Presidência de assalto para vender o Brasil em um feirão que o diminui perante todas as nações que se consideram civilizadas.

Eu, por exemplo, gostaria, e muito, que houvesse rapidamente mudanças profundas nas estruturas seculares e escravocratas brasileiras, a começar pelas terras, os bancos e as grandes fortunas. Essa gente rica, acionista e rentista é que tem de pagar pela maior parte do desenvolvimento para que o Brasil seja um Estado de bem-estar social, além de apoiar quem deseja ser empreendedor e a gerar empregos, pois é o que de fato interessa: empregos e renda, além de saúde e educação. Não é à toa que esse governo de patifes e sem vergonhas congelou os orçamentos da Educação e da Saúde por 20 anos. Atos e ações de autênticos bandidos. E daí? Então, vamos à luta, que começa pelas eleições diretas.

Um País que tem 210 milhões de habitantes, uma pobreza enorme e uma burguesia das mais poderosas do mundo, que tem de ser enfrentada duramente e incansavelmente, mas com inteligência e estratégia. E pode ficar certo disso, se o Lula superar as intempéries jurídicas e conquistar a Presidência não tergiversará sobre como combater a direita de alma escravocrata e a burguesia colonizada, que se mostraram despóticas, arbitrárias e tremendamente incomodadas e inconformadas com o desenvolvimento e a independência do Brasil e com a melhoria das condições de vida do povo nos períodos de Lula e Dilma.

E sendo assim, a casa do Brasil caiu, porque Dilma Rousseff foi vergonhosamente e sordidamente deposta por uma corja ou consórcio de facínoras, que está a agir e atuar no Judiciário, no Congresso, nos meios de comunicação privados, no empresariado (CNI/Fiesp), no meio do contingente de coxinhas tresloucados, preconceituosos e, evidentemente, no Palácio do Planalto, que foi transformado em covil de chacais ou ninho de cobras, a ter como chefe do bando o famigerado *mi-shell temer, também conhecido como Amigo da Onça — o Traidor Usurpador.

Certamente que a partir da exposição de todos esses escândalos e após a atuação da Lava Jato e a crise sem precedentes que ainda está a enfrentar o Brasil, que a cultura política, partidária e eleitoral deste País já está a se modificar, o que é bom e alvissareiro. Porém, é necessário asseverar e relembrar novamente que a esquerda ou parte dela é culpada também pelo golpe sofrido pela legítima e constitucional Dilma Rousseff, uma mulher de brio e política de grandeza, conforme comprovam suas declarações e palestras no Brasil e no mundo.

Enquanto Dilma circula pela comunidade internacional a denunciar e a explicar o golpe de estado e de direita do qual ela e o Brasil foram vítimas, os golpistas estão a ser presos ou à espera da cadeia, como retratam os casos de Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin, *mi-shell temer, Moreira Franco, Eliseu Padilha, dentre muitos outros, que foram castigados e estão a ser punidos a galope.

Nada importa à esquerda, a não ser as eleições diretas, de forma que o País retorne à legalidade institucional para que a democracia retome sua legitimidade. Não adianta a direita afirmar o tempo todo que o Brasil "possui instituições sólidas e que a democracia e o Estado de Direito estão em vigência". Não estão. A Nação está em frangalhos e a crise só começará a se dissipar com o advento das eleições diretas, que a direita quer evitar por saber que Lula poderá vencê-las. O problema dos golpistas é o Lula. Ponto.

O Brasil vive em um regime de exceção não assumido por aqueles que deram o golpe ou se beneficiaram dele. Segmentos da esquerda infantilizados têm de compreender esta realidade. Trata-se, no mínimo, de uma obrigação. O que importa, volto a ressaltar, que o calendário eleitoral seja cumprido e respeitado. Se houver oportunidade de o Brasil efetivar as eleições diretas ainda em 2017, certamente que haverá grandes avanços na retomada democrática e no restabelecimento da ordem institucional. E não somente isto. O povo brasileiro dará início à pacificação da sociedade, que está dividida, mas ao mesmo tempo esgotada. Esquerdismo infantil não poderá ter mais espaço.

A esquerda é o caminho. Não haverá recuperação econômica e paz social sem a participação efetiva da esquerda, de forma que ela recupere a cadeira da Presidência da República. O Brasil e a recuperação de sua economia e de sua autoestima passam por Lula, queiram ou não os esquerdistas infantis ou a direita golpista e entreguista, porque não é uma questão apenas, por exemplo, de minha vontade, mas, sobretudo, de estabelecer a ordem, que começa pelo diálogo e de um novo contrato formatado e formalizado por todos segmentos sociais e setores econômicos.

E qual é o político que seria o fiador desse contrato e que poderá retomar o crescimento econômico e o bem-estar social. Qual seria? Pense!... Ah, meu camarada, o de direita e o de esquerda, só poderá ser o Lula. O Lula é a solução, pois forjado como aço em brasa junto à sociedade, pois tem força moral e eleitoral para pacificar o País e governar para todos os brasileiros, como ele já fez durante seus oito anos de governo. As eleições diretas são parte intrínseca da Constituição. Não é um favor... É lei. A esquerda infantil tem de observar a conjuntura e parar de fazer o jogo da direita, desde os idos dos anos 1930. Lula 2018. É isso aí.

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