Lula: a solução final

A prisão e a não-candidatura não são alternativas: preso e impossibilitado de concorrer à presidência, mesmo assim (ou por isso mesmo) Lula elegeria facilmente um candidato indicado por ele. A solução final é pois o seu assassinato

lula
lula (Foto: José Marcus de Castro Mattos)

Meterão um balaço – mortal – na cabeça de Lula.

Isto já está decidido pelos golpistas.

A prisão e a não-candidatura não são alternativas: preso e impossibilitado de concorrer à presidência, mesmo assim (ou por isso mesmo) Lula elegeria facilmente um candidato indicado por ele.

A solução final é pois o seu assassinato.

Ora, desde sempre sabemos que a motivação maior pelo GOLPEACHMENT (Golpe de Estado travestido de Impeachment Constitucional) é geopolítica, ou seja, ele está a serviço dos interesses macroeconômicos e macropolíticos dos Estados Unidos, tal como ocorreu no Paraguai, em Honduras, nas eleições pra lá de viciadas de Argentina e Colômbia, na 'redemocratização' de Cuba pós-Fidel, além das incríveis pressões para desestabilizar a Venezuela, etc.

(Tais exemplos situam as atuais intervenções ilegais dos Estados Unidos apenas na América Latina, sem se referir pois a inúmeras outras ocorridas praticamente em todo o mundo.)

E uma vez iniciadas suas cruzadas pela Liberty, Tio Sam não volta atrás: ele pode até perder no final (Cuba: 1953/\1959, Vietnã: 1955/\1975, etc), mas o rastro de destruição deixado pelas suas botas é talvez o signo maior do mapa geopolítico pós-Segunda Guerra (1939 – 1945).

Pois bem, os Estados Unidos fizeram de tudo para remover Lula da eleição presidencial de Outubro/18 e o 'safado' tem dado provas de força e resistência incomuns, pois quanto mais lhe dão chibatadas o 'cabra' faz aumentar nos brasileiros a vontade de se fazerem representar por ele e de, isto conquistado, retomarem o país das mãos imundas dos golpistas.

De nada tem adiantado portanto as sucursais de Tio Sam em solo tupiniquim (STF, MBL, PIG, etc) criminalizarem e escracharem diuturnamente o senhor Lula, posto que o ex-retirante da miséria produzida em última instância pelo próprio Sam é brucewillisianamente duro de matar...

Ou não.

O que fazer com um sujeito que não morre nem no simbólico nem no imaginário dos cidadãos brasileiros, senão matá-lo no real?

Lula executado, haverá comoção nacional e internacional maiores do que as transcorridas após o covarde e brutal assassinato político da vereadora MARIELLE FRANCO (1980 - 2018)?

Sim, haverá. Mas nada que as Organizações Criminosas Globo (Rainha da Mídia Lixo) não possam rapidamente se por à frente da narrativa ideológica e fazer crer ao mundo e a Deus que Lula não foi assassinado por razões políticas...

Mas quando o balaço dos golpistas (USA, STF, PIG, MBL 'and so son') estourará os miolos de Lula?

Muito provavelmente em meados de Setembro/2018.

Por quê?

Ou melhor, para quê?

Para que 'a tragédia da morte de Lula' (sic) ocorra muito próxima da eleição presidencial e forneça aos trogloditas o álibi perfeito para a anulação desta mesma eleição, mantendo-se 'Michê, O Herói da Segurança Nacional' (e seus gendarmes quadrilheiros) na presidência até... até... até 2022.

Com efeito, a estabilização econômica, política e ideológica do golpe não poderia ser conquistada em apenas dois anos – atentem: a realização de eleição geral (presidente, governadores, senadores e deputados federais) quase que imediatamente após a derrubada do Estado Democrático de Direito é extremamente instável para a manutenção ampla dos golpistas no poder, mesmo que estes vençam a eleição para a presidência através de uma candidatura qualquer.

Em tal caso, a instabilidade econômica, política e ideológica – logo, instabilidade social – permaneceria obstaculizando o projeto estratégico dos autores do golpe, qual seja, subsumir por inteiro o Brasil à dominância geopolítica dos Estados Unidos e submeter de alto a baixo o proletariado brasileiro aos golpes patronais em curso (encapsulados no eufemismo 'reformas').

Por que então não estender Michê até 2022, de sorte a se obter tempo suficiente para naturalizar os crimes cometidos contra a Democracia Esclarecida, a Cidadania Inclusiva e a Soberania Popular?

Mas a extensão de Michê até 2022 não traria 'desconforto' aos demais candidatos da elite branca bra'z'ileira à presidência, forçando-os a esperar pela hora da rapinagem do patrimônio público por mais quatro anos?

Caso isso ocorra, Boçalnato e seu Exército de Orcs bateriam outra vez continência para Tio Sam?

E Éfeagácê e seu Exército de Brancaleone se prostrariam novamente comovidos aos pés de Wall Street?

Não há dúvida que sim, posto que sob qualquer circunstância e antes de tudo as direitas brasileiras prestam obediência e vassalagem caninas não ao verde de nossa bandeira mas àquele impresso no papel-moeda dos estadunidenses...

Neste ínterim, as execuções políticas da vereadora Marielle e a do ex-presidente Lula já terão sido devidamente pranteadas pelas Organizações Criminosas Globo (Rainha da Mídia Lixo), as quais verteriam lágrimas volumosas o bastante para encobrir os assassinos e nos convencer de que tudo não passou afinal de 'obras do acaso'.

O que então Lula deveria fazer para desviar-se do balaço em sua cabeça?

Ele precisaria despertar para o fato de que a 'crônica de sua morte' já foi escrita pelos golpistas e, pois, anunciada em alto e bom som.

De fato, alguém precisa dizer pra Lula que os anos dourados de sua presidência acabaram (2003/\2010), que os governos de Rousseff foram desastrosos e que o GOLPEACHMENT (Golpe de Estado travestido de Impeachment Constitucional) veio para ficar, com Tio Sam movendo mundos e fundos para caçá-lo...

Neste contexto, as atuais 'caravanas de Lula pelo Brasil' pouco contribuem para a campanha do ex-presidente e fornecem aos golpistas a plataforma e o cenário ideais para que o balaço não erre o alvo...

Lula deveria pois fechar-se em copas, acercar-se de seguranças confiáveis e começar a falar abertamente sobre a possibilidade de seu assassinato pelas forças golpistas, tornando pública assim a radicalidade criminosa daqueles que usurparam o poder em nosso país.

Há apenas seis meses de uma eleição presidencial agendada no interior de um Estado de Exceção, é ingenuidade supor que a candidatura de Lula – a qual reúne à partida 35% do eleitorado e que, sobretudo, representa a retomada do projeto econômico, político, cultural e social nacionalista e desenvolvimentista (logo, na contramão dos interesses dos Estados Unidos) –, pois bem, tal candidatura não pode não incluir em sua estratégia e em suas táticas a possibilidade real da execução do ex-presidente por parte dos casagrandenses.

Caso não inclua essa possibilidade – como, infelizmente, insiste em fazê-lo –, Lula será assassinado.

O Bra'z'il não é para amadores.

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