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Dom Orvandil

Bispo Primaz da Igreja Católica Anglicana, Editor e apresentador do Site e do Canal Cartas Proféticas

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Lula é caçado como bicho bravo: a parábola do rico e do pobre

Nada poupam em relação ao ex-presidente. Ele já foi preso pela ditadura militar, sofreu de câncer, é idoso, mas é uma das lideranças mais importantes do nosso mundo no século XXI

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Impressiona a perseguição a Lula. Não há dia em que a oposição direitista, conservadora, elitista, de péssima história de comprometimento com o suicídio do Presidente Getúlio Vargas, com o golpe militar assassino e terrorista, com os negócios dos bens públicos, coisa que ainda acontece nos estados por ela governados como São Paulo, Paraná, Goiás e grandes municípios brasileiros. Em toda a parte onde essa oposição é forte ocorrem sérios fatos de corrupção e de perseguição policialesca dos pobres.

Há um consórcio malvado usado por inimigos do povo brasileiro, da soberania do Brasil e da inclusão social. Esse consórcio conta com os partidos de direita, com a mídia com marcas de desonestidade na lida com as informações, com parlamentares corruptos e odiosos, com parte do judiciário, das promotorias públicas e policias. Todos se associam perversamente na perseguição a Lula.

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Nada poupam em relação ao ex-presidente. Ele já foi preso pela ditadura militar, sofreu de câncer, é idoso, mas é uma das lideranças mais importantes do nosso mundo no século XXI.

Não poupam a ele nem os seus familiares. Mentem sobre sua esposa, seus filhos, noras, netos, irmãos, todos.

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Certos órgãos midiáticos imoralmente chegaram a desejar a morte de Lula.

Não sei quem suportaria tanta calúnia, tanta perseguição intermitente como tempestade de ácido.

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Nenhum psicólogo sério exporia seus pacientes se referindo a coisas que essa mídia bandida diz de Lula. Não imagino um médico expondo alguém por ele tratado como a mídia escancara a vida íntima desse cidadão brasileiro. É impensável um advogado desfazer a existência de um adversário, no entanto essa mídia de sarjeta se sente dona da moralidade do maior presidente que este País já teve.

Nenhum ex-marido decente se refere à relação com a esposa de quem se separou, como essa mídia faz com Lula. Nenhuma mulher exporia a vida de um ex-marido como a imprensa faz com Lula.

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O ex-presidente não é nenhum revolucionário, aqui todos sabemos. Mas a elite e sua mídia o tratam como o maior e mais perigoso terrorista.

Seguidores da elite opressora, geralmente analfabetos políticos e desqualificados, desonram a vida pessoal e história do ex-presidente operário também pronunciando apelidos e palavrões impronunciáveis contra ele.

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Insensíveis não sabem separar o apreço ou o não apreço pelo líder do respeito que inarredavelmente todos devemos às pessoas.

Cabe perguntar quem efetivamente persegue e por que persegue Lula.

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Como escreveu num artigo o prof. e cientista social Emir Sader (aqui) (sobre os pobres escrevi aqui e aqui), Lula é culpado por elevar os pobres e miseráveis á condições humanas de fazer refeições três vezes ao dia, por viajar, por trabalhar, por ver seus filhos ingressar nas melhores universidades do País, antes somente frequentadas pelos filhos da burguesia apática, por morar com mais dignidade.

Essa é uma das razões porque o homem brasileiro respeitado em todo o mundo é perseguido.

Outra razão é por impedir a vitória da oposição de tradição imoral, conservadora, ligada aos grandes trustes econômicos, concentradora de renda e de riquezas e excludente social.

A elite mais rica e aliada dos interesses internacionais é a mais empenhada na perseguição a Lula.

Cientistas sociais, políticos e historiadores são unânimes em destacar que essa elite nunca teve compromisso com o desenvolvimento social e democrático do Brasil. Pelo contrário, insensível com os dramas do povo empenhou-se sempre pelos seus privilégios e abusos econômicos, sem o menor esforço pela inclusão dos pobres. Na escravatura deu a alforria aos negros e os jogou na miséria. Na proclamação da República entregou o País para os grandes proprietários sem consciência nacional e coletiva, despreocupada com os direitos dos trabalhadores.

Tudo o que essa elite aprendeu foi concentrar rendas, riquezas, privilégios e o poder.

Por isso se assusta com Lula.

Outra razão para perseguir Lula está no seu próprio modo de fazer política. O jornalista Luiz Carlos Azenha, ex-funcionário da Globo e blogueiro, explica que Lula e José Dirceu se equivocaram ao tentar a conciliação de classes, talvez confiantes em alguma possibilidade de honestidade nas alianças com a elite heterofágica.

Azenha escreveu sobre a ingenuidade de Lula: “Lula governou para os ricos, mas reservou algumas migalhas para os pobres. Um luxo que o Brasil, na visão da elite neoliberal, só podia sustentar enquanto estava crescendo. Na crise, Lula se tornou um estorvo ainda maior” ( leia mais aqui).

Desmoralizar e desconstruir a imagem do ex-presidente é o alvo mais focado dessa elite, que Lula imaginou ser conciliável.

Ao desconsiderar a necessidade de reformas dos meios de comunicação (controlando a mídia para os interesses do Estado Brasileiro e não dos prostitutos da informação e da verdade); do sistema bancário (estatizando ou impondo leis para obrigar os bancos a investir e não a enriquecer banqueiro corrupto); do sistema fundiário (para entregar as terras aos interesses nacionais e não a grileiros e a ladrões improdutivos e gananciosos); do sistema urbano (para libertar as cidades das máfias imobiliárias e do transporte privado); da indústria (para impedir a produção de quinquilharias sem utilidade popular e sem durabilidade). Com a falta de mudanças profundas nosso ex-presidente não possibilitou que o povo fosse empoderado e protagonista de mais avanços. Lula incluiu os pobres e os entregou aos vampiros assassinos, que o perseguem e a nós, também.

Máfias se unem no judiciário, na mídia, na oposição, na polícia, no empresariado e nos alienados para impedir a volta de Lula ao poder.

Se Lula disputar as eleições em 2018 deve se unir a quem quer reais mudanças no País e organizar programa avançado de governo, prometendo e fazendo as reformas, sem conciliação inocente.

Os muros não servem para passeios nem para turismo. Sua utilidade é apenas a de separar e a de esconder.

Portanto, há que descer do muro da conciliação na direção correta.

Marx ensinou que Hegel errou ao dizer que as ideias erradas se reproduzem em atitudes erradas. É o contrário, a estrutura de classes, que produz opressor e oprimido, é fonte da ideia de dominação, ingerida inclusive pelos oprimidos, que carregam em suas almas o sonho de ser senhor escravizador.

É preciso transformar esta estrutura onde se engancham os caluniadores e destruidores das relações sociais, para que eles não tenham mais onde e de que manter vivos os seus ódios e golpes.

Nem mesmo o Abraão da parábola do rico e do pobre, escrita pelo evangelho de Lucas (16, 19-31), acredita que rico impiedoso se modifique de sua maldade.

A metáfora evangélica conta que um rico fazia banquetes todos os dias para reunir seus puxas saco enquanto o pobre Lázaro, à sua porta, desejava se alimentar com as sobras que caiam da mesa do egoísta. Até mesmo os cachorros lambiam as feridas do miserável, sem a compaixão do rico.

Quando o pobre morreu foi acolhido no seio de Abraão, pai e guardião da fé. O rico também morreu e caiu no inferno.

Do inferno, com a garganta e a boca ressecadas, implorava para que Lázaro o refrescasse com gotas de águas. Quanto suplício.

Abraão avisou que não haveria como Lázaro ajudá-lo em virtude do abismo que os separava. O rico, então, implorou que os seus irmãos fossem avisados do terror que os esperava se não mudassem no seu desrespeito com os pobres, enquanto vivessem.

No entanto, recebeu a orientação de que seus irmãos não mudariam de modo nenhum, até porque tinham todas as possibilidades para isso e não se impactariam com algum fantasma fazendo piruetas para eles.

Ninguém muda da injustiça e do ser opressor por conselho, por sermão ou por ideias românticas.

Os opressores, como ensinou o mestre Paulo Freire, não doam libertação. Quem deve ser sujeito da libertação são os próprios oprimidos.

A elite tradicional e preconceituosa não muda nossa realidade injusta, não quer que ninguém mude e tem ódio mortal de quem ousar mudar.

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