Lula foi a estrela do primeiro programa eleitoral

"Se os seis ministros do TSE que ontem cassaram os direitos políticos de Lula acharam que ele sumiria do horário eleitoral se deram muito mal", comenta o jornalista Alex Solnik, que destaca que o ex-presidente "foi o principal assunto do primeiro programa eleitoral que foi ao ar, neste sábado, às 13h"

Lula foi a estrela do primeiro programa eleitoral
Lula foi a estrela do primeiro programa eleitoral (Foto: Ricardo Stuckert)

Se os seis ministros do TSE que ontem cassaram os direitos políticos de Lula acharam que ele sumiria do horário eleitoral se deram muito mal. Ele foi o principal assunto do primeiro programa eleitoral que foi ao ar às 13h00 em todo o país em rede nacional de TV. Até no programa de Meirelles – um Meirelles repaginado, quase incógnito, sem paletó e gravata – Lula apareceu.

O PT aproveitou muito bem o mote da exclusão. Começou com um letreiro explicando que o TSE, ignorando resolução da ONU excluiu Lula da eleição, mas que o partido continuará recorrendo a instâncias superiores.

Ou seja: não referendou a decisão dos seis ministros da corte. Deixou em suspenso se ele será ou não candidato. Mas também não desobedeceu ao TSE, não o apresentou como presidenciável.

Haddad também não foi identificado como vice. Apenas como Haddad. Grande parte do espaço foi utilizado para turbinar a campanha Lula livre. Personalidades como Esquivel, Mujica e muitos outros apareceram pedindo a sua liberdade.

O PT pode repetir o formato nos dez dias que lhe foram concedidos até trocar oficialmente seu candidato. Fomentando campanha pela liberdade e pelo direito de Lula se candidatar enquanto recursos chegam ao STJ e ao STF.

E mesmo depois dos dez dias Lula poderá ocupar 25% do tempo – mais ou menos 30 segundos – para pedir votos para Haddad. É muito mais do que têm Ciro, Bolsonaro e Marina.

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