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César Fonseca

Repórter de política e economia, editor do site Independência Sul Americana

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Lula-Gleisi: tenacidade política feminina impõe novo cenário político-eleitoral

O fato concreto é que Gleisi ganhou respeito nacional e, principalmente, dentro do seu próprio partido, obtendo status de candidata, se a ditadura da toga, impedir candidatura de Lula

O fato concreto é que Gleisi ganhou respeito nacional e, principalmente, dentro do seu próprio partido, obtendo status de candidata, se a ditadura da toga, impedir candidatura de Lula (Foto: César Fonseca)

Política da coragem

Não tinha prova contra a senadora Gleisi, que tem sido enxovalhada pelos coxinhas, na rede social, por pura irresponsabilidade e paixão política louca determinada pela incapacidade de se observar fatos a partir da racionalidade pragmática profissionalmente isenta.

Delação premiada virou negócio, como mostrou o Estadão, identificando escritório de advocacia, voltado para esse fim. 

Motivou, consequentemente, na Câmara, pedido de CPI para investigar o escândalo.

Quem paga fica fora; quem não paga, é levado pelo Moro e seus comparsas.

Respeito e prestígio

O fato concreto é que Gleisi ganhou respeito nacional e, principalmente, dentro do seu próprio partido, obtendo status de candidata, se a ditadura da toga, impedir candidatura de Lula.

Dentro do PT, se for para o voto, com Lula, eventualmente, fora da disputa, ela ganha dos concorrentes, especialmente, porque se transformou em pessoa de confiança daquele que está, injustamente, preso por falta de prova concreta, no reinado tupiniquim da delação premiada, que tomou conta do judiciário nacional, cada vez mais questionado, interna e internacionalmente.

Chacota internacional

Viraram suas excelências, os juízes, motivo de chacota internacional por terem adotado a teoria do domínio do fato, tão cara aos nazistas, no tempo de Hitler.

Virou prática, no julgamento dos petistas, que duas ou três delações convergentes, que podem ser convergidas em razão de manipulações, transformam-se em provas levadas a sérios pelo pessoal da Lavajato, muito ligado, como se sabe, ao departamento de justiça dos Estados Unidos.

A história vai contar muita coisa obscura que se desenrola nesse triste momento nacional com democracia baleada pelo golpe político-jurídico-midiático de 2016.
Enquanto isso, os tucanos vão se livrando das acusações, graças às prescrições, regiamente, arranjadas no judiciário tupiniquim, escandalosamente, seletivo.

Novo colorido eleitoral

O quadro político sucessório, portanto, ganhou, com a decisão do STF sobre Gleisi, novo colorido.

Ela está, indiscutivelmente, no páreo sucessório, ao lado de Lula.

Se este disputar, não tem para ninguém, como apontam as pesquisas, generalizadamente.

Mas, se o ex-presidente não puder chegar lá, por força das artimanhas da seletividade jurídica em cena, sujeita às pressões internas e externas, interessadas na permanência do status quo imposto pelos golpistas, ela se transforma em candidata fortíssima, caso ele defenda candidatura dela.

Mulher de fibra.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.