Mais um caso de agressão animal revolta as redes sociais

O desespero da idosa, dona do animal, foi captado em um vídeo que circula pelas redes sociais. O registro foi feito pela mulher do homem suspeito de agredir o animal, que relata que a cadela foi jogada contra a parede várias vezes e arremessada no chão da casa até ter seu crânio afundado

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Mais um caso de agressão animal veio a público neste final de semana. Uma cadela foi morta na frente de toda a família na cidade de São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense.

O desespero da idosa, dona do animal, foi captado em um vídeo que circula pelas redes sociais. O registro foi feito pela mulher do homem suspeito de agredir o animal, que relata que a cadela foi jogada contra a parede várias vezes e arremessada no chão da casa até ter seu crânio afundado.

"Olha só o que que o meu marido, que agora é ex, acabou de fazer com a cachorra. Matou a cachorra, ensanguentou tudo, olha. Matou a cachorra, 'essezinho' aqui. Esse sujeito aqui. Olha o sangue na cabeça dele aqui. Isso é pra todo mundo ver. Olha o estado da minha avó que tem pressão alta. E a cachorra morta. "cacetou a cachorra tanto no muro quanto no chão. Esse cara aqui. Olha a mão dele cheia de sangue. É isso o que ele fez com a cachorra", diz a voeajosa autora do vídeo, identificada como Larissa Porto Gomes.

Várias pessoas estavam na casa mas não conseguiram evitar a fúria do agressor e Segundo ela, além dos avós idosos, donos da cadela, a mãe dela e o filho também viram toda a agressão.

As imagens mostram a senhora em estado de pânico, chorando muito com o cãozinho nos braços já sem sinais vitais. No perfil do Facebook em que publicou o vídeo, Larissa relatou que o que motivou o crime, teria sido pelo esposo receber uma mordida no pé ao guardar um colchão debaixo de uma cama.

"A cachorra é de pequeno porte e não pega ninguém se não for chutada ou pisada. Porém, nada disso importa, nada justifica tamanha crueldade", afirmou.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado na 134ª DP (Campos) e o acusado responderá por maus-tratos contra o animal. O procedimento será encaminhado a 147ª DP (São Francisco de Itabapoana) que dará continuidade nas investigações.

Atualmente, a Lei 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, é a regra usada para punir quem pratica maus-tratos aos animais. Porém, a pena prevista nesse texto é de detenção de 3 meses a 1 ano, e multa. Esse tipo de pena faz com que o criminoso tenha a possibilidade de trocar a prisão por uma pena alternativa. O crime é considerado uma infração de menor potencial ofensivo.

Vale lembrar que semana tramitou com grande velocidade no Congresso Nacional o Projeto de Lei do Senado n° 470, de 2018, conhecido como PLS 470, tendo como relator, o Senador Randolf Rodrigues (REDE/AP), que prevê o aumento de pena para crueldade com animais para 1 a 4 anos de prisão; o que elimina a substituição por pena alternativa. O que é um grande avanço para a causa animal. Agora o PLS corre na Câmara dos Deputados.

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