Mais uma ameaça de Temer paira sobre a ciência brasileira

As nossas universidades públicas federais sofrem um momento dificílimo de redução orçamentária e começam a sentir na pele o constrangimento e a retração de pesquisas, atividades de extensão e cursos, apequenados por essa política de desmonte

Mais uma ameaça de Temer paira sobre a ciência brasileira
Mais uma ameaça de Temer paira sobre a ciência brasileira (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Um ofício enviado pelo Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para o Ministério da Educação acendeu o botão de alerta para a possibilidade de cancelamento de quase 200 mil bolsas a partir de agosto de 2019. Na posição de deputado do PT no Rio de Janeiro e também como membro da comunidade científica do Rio de Janeiro (Faculdade de Educação e Programa de Pós-Graduação em Educação da UFF), não poderia deixar de me posicionar contra mais este absurdo que paira sobre a ciência brasileira, em todas as áreas. A Capes é uma das principais agências de fomento à pesquisa e à ciência no Brasil, um dos principais órgãos que concedem bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutoramento.

Isto não se dá de forma aleatória. O governo ilegítimo de Temer está a serviço dos interesses do grande capital internacional, principal fiador do golpe de estado em curso no Brasil, que desenvolve uma agenda de aniquilamento da soberania brasileira para colocar o país de novo numa posição de subalternidade e dependência. Para isso, é preciso desestruturar e desmontar o parque científico nacional. As nossas universidades públicas federais sofrem um momento dificílimo de redução orçamentária e começam a sentir na pele o constrangimento e a retração de pesquisas, atividades de extensão e cursos, apequenados por essa política de desmonte.

É bom lembrar também que esse movimento tem ligação direta com a Emenda Constitucional nº 95/2016, também conhecida como "Emenda do fim mundo", que congela, por 20 anos, os investimentos em políticas sociais, preservando, porém, o pagamento de juros e serviços da dívida, priorizando o rentismo e o capital financeiro em detrimento das políticas sociais, o que culminou no trágico incêndio do Museu Nacional.

Nosso mandato está integralmente à disposição de mais esta etapa da luta contra o desmonte do parque científico brasileiro e contra a pulverização da soberania nacional, porque não há país que possa se colocar de maneira altiva na cena internacional sem investimentos em ciência, pesquisa, inovação e formação de quadros. Viva a ciência brasileira que descobriu o pré-sal! Todos juntos nessa luta contra o desmonte da ciência brasileira!

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