Marcos Costa Lima

Marcos Costa Lima deve ter sofrido, como todos nós, com a destruição levada a cabo pelo fascismo ultraneoliberal do governo Bolsonaro

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(Foto: Arquivo pessoal)


Estava vendo um filme no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, quando recebi a notícia do falecimento do colega de Departamento de Serviço Social na Universidade Federal de Pernambuco (e amigos de todos), Dênis Bernardes.

Era setembro de 2012 e, um ano antes, o grande historiador da Revolução Pernambucana de 1817, da Confederação do Equador de 1824 e da trajetória política de Frei Caneca havia prefaciado um livro meu com o título de “O projeto de uma humanidade livre da miséria” – prefácio este dedicado à memória do seu grande amigo, o cientista político da Universidade de São Paulo Gildo Marçal Brandão, falecido em 2010.

Passados 10 anos da morte de Dênis, nesse dia de São Pedro, recebi com pesar a notícia do falecimento do cientista político e professor da UFPE, Marcos Costa Lima, que, em 2013, me honrou com a redação do texto da orelha de um outro livro meu sobre democracia e direitos humanos, onde, no mesmo diapasão do prefácio de Dênis, saía em defesa da “construção de uma sociedade baseada nos princípios de uma democracia social e econômica, de solidariedade”.

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Não se trata de um simples coincidência. Muito pelo contrário. Gildo Marçal Brandão, Dênis Bernardes e Marcos Costa Lima fazem parte de uma geração oriunda de Alagoas e Pernambuco que, infelizmente, nos deixou precocemente, deixando o legado de defesa dos valores da democracia política e da igualdade social, nos seus escritos.

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Durante 2 anos, tive o prazer de compartilhar com Marcos Costa Lima a experiência de criação na UFPE dos Institutos de Estudos da Ásia, por ele coordenado, da América Latina, coordenado pelo sociólogo Paulo Henrique Martins, e da África, por mim coordenado. Então, incentivados pelo Diálogo Sul-Sul da política externa brasileira dos anos Lula/Celso Amorim/Samuel Pinheiro Guimarães/Marco Aurélio Garcia, e, também, pela reitoria do professor Anísio Brasileiro, empenhávamos conjuntamente pelo processo de internacionalização da pesquisa científica da universidade com um olhar privilegiado para o Sul do mundo.

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Marcos Costa Lima deve ter sofrido, como todos nós, com a destruição levada a cabo pelo fascismo ultraneoliberal do governo Bolsonaro. É uma pena que ele não tenha vivido o suficiente para ver a volta por cima a ser dada a partir de 2 de outubro.

Por fim, onde quer que você esteja, meu caro professor, talvez goste de saber que meu filho Enrico acaba de ouvir pela primeira vez a história de que, sem uma mensagem tua de 2013/2014, ele não teria vindo ao mundo, para, quem sabe, em breve, começar a lutar pela democracia política e pela igualdade social.

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