Marina, a marcha lenta do pré-sal e o perigo de retrocesso

A declaração de Marina Silva de que vai desacelerar a exploração de petróleo da camada do pré-sal, caso seja eleita para a presidência da república, deixou o país em alerta

A declaração de Marina Silva de que vai desacelerar a exploração de petróleo da camada do pré-sal, caso seja eleita para a presidência da república, deixou o país em alerta
A declaração de Marina Silva de que vai desacelerar a exploração de petróleo da camada do pré-sal, caso seja eleita para a presidência da república, deixou o país em alerta (Foto: Marcelo Sereno)

A declaração de Marina Silva de que vai desacelerar a exploração de petróleo da camada do pré-sal, caso seja eleita para a presidência da república, deixou o país em alerta. Essa política colocada em prática pode descontinuar o ciclo de desenvolvimento no qual esta vivendo o Brasil.

Hoje o pré-sal responde por aproximadamente 22% do total da produção de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia. A expectativa é de que sejam instaladas 20 novas plataformas ao longo dos 800 km que correspondem à região até 2018, o que deve fazer com que o pré-sal seja responsável por 52% do total de petróleo produzido daqui a 4 anos. O retorno desses investimentos deve alcançar R$ 350 bilhões/ano, dos quais 75% irão para a educação e 25% para a saúde.

Com o pré-sal surgem oportunidades não só no setor de óleo e gás, mas também em toda a cadeia de bens e serviços que ele movimenta. De acordo com o Senai, até 2015 devem ser gerados 46 mil empregos, desses, 84% (33,6 mil) serão ocupadas por técnicos ou profissionais de nível médio, e os salários podem chegar a R$11 mil em um mercado aquecido como o do Rio de Janeiro que concentra 75% da produção do país.

A estimativa é de que o setor seja responsável por R$ 143 bilhões em investimentos no estado até 2016. A exploração do pré-sal é também de extrema importância para a indústria naval fluminense, que beneficiada pela Lei de Conteúdo Nacional, concentra 40% das 82 mil vagas criadas nos estaleiros do país. No passado, o PSB e Marina Silva já se posicionavam contra o desenvolvimento do Rio de Janeiro ao serem favoráveis à redistribuição dos royalties do petróleo com os estados não produtores. Se a mudança de partilha fosse adotada, o estado perderia mais de 4 bilhões de reais por ano.

Além das perdas econômicas, nós sofreríamos um retrocesso na área de tecnologia. A Petrobrás é hoje a maior detentora, no mundo, de conhecimento de exploração em águas ultraprofundas. Além disso, empresas brasileiras e estrangeiras são atraídas para o Parque Tecnológico Rio, na Ilha do Fundão, para investir em pesquisas tecnológicas para o setor, que beneficia toda a indústria nacional.

Investimento em exploração de petróleo não exclui o investimento em combustíveis mais limpos, e o governo do PT vem trabalhando no desenvolvimento das duas alternativas. Em 2008, o governo Lula criou a subsidiária Petrobrás Biocombustível, que terá investido até 2018 mais de 2 bilhões de dólares na produção de etanol e biodiesel.

O governo federal também está fazendo uma revolução na produção de energia, se voltando para as fontes renováveis que já correspondem a 45% da matriz energética brasileira. Com a descoberta do pré-sal muitos questionaram se as energias eólica e solar estariam nos planos do governo nos próximos anos. Mas o governo Lula encarou o desafio de fortalecer o desenvolvimento do setor. De 2009 pra cá, já aconteceram sete leilões, com a contratação de 7,1 GW, e preços na ordem de R$100,00/MWh. Hoje temos 131 parques eólicos em funcionamento e desde 2006 o crescimento da produção aumentou mais de 800%.

Só neste ano o investimento na energia produzida pelo vento deve ficar em R$ 15 bilhões de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), e em dez anos essa fonte deve corresponder a 11% da nossa matriz. Tanto que hoje a produção brasileira de energia eólica já ultrapassa a nuclear. No mês de agosto esta fonte atingiu a capacidade de 5 gigawatts de capacidade instalada, o suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de São Paulo. E a expectativa é de que em 2017 tenhamos um volume de instalação de 8,8 GW.

Já o governo Dilma iniciou o processo de desenvolvimento da energia solar no país. No programa Minha Casa Minha Vida já foram contratadas mais de 215 mil unidades habitacionais com sistemas de aquecimento solar. E em outubro projetos solares poderão participar do novo leilão de reserva sem concorrência entre as fontes, com a expectativa de um preço-teto entre R$230/Mwh e R$250/Mwh, e de que sejam leiloados de 500 MW a 1Gw. Todas essas ações dos governos Lula e Dilma para estimular o desenvolvimento do pré-sal, dos combustíveis alternativos e das fontes renováveis de energia mostram que o Brasil é um país que garante o presente trabalhando para o futuro.

Conheça a TV 247

Mais de Blog

Ao vivo na TV 247 Youtube 247