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Miguel do Rosário

Jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje

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Marina é campeã de ataques

Marina Silva é a candidata que mais ataca. Usa 33% de seu tempo de TV para "ataques", enquanto Dilma usa apenas 14%. Aécio usa 24%

Marina Silva é a candidata que mais ataca. Usa 33% de seu tempo de TV para "ataques", enquanto Dilma usa apenas 14%. Aécio usa 24% (Foto: Miguel do Rosário)

Do blog O Cafezinho

Uma característica da campanha de Marina Silva que está chocando todo mundo, o que inclusive explica a sua queda livre, é este ridículo vitimismo.

Ridículo e falso. Ela se faz de vítima e ataca.

Hoje tomou um toco bonito do José de Abreu, após achar que despejaria, impunemente, seu veneno nas redes sociais.

 

Entretanto, hoje a Folha publicou uma pesquisa sobre como os candidatos usam seu tempo de TV, e quais assuntos mais discutiram, e os resultados negam totalmente o vitimismo de Marina.

Marina Silva é a candidata que mais ataca. Usa 33% de seu tempo de TV para "ataques", enquanto Dilma usa apenas 14%. Aécio usa 24%.

Entre os assuntos mais discutidos, Marina usa 8% para fazer ataques diretos aos adversários. Nem Dilma nem Aécio fazem ataques diretos.

Importante: entre os assuntos mais discutidos por Dilma, 14% está com infra-estrutura. Marina e Aécio, zero de infra-estrutura.

Não condeno Marina por ser a candidata que mais ataca não. Se a sua campanha acha que tem de atacar, ataquem! Isso é da política.

O que eu acho ridículo é esse vitimismo hipócrita. Essa pose de coitadinha.

Afinal, ela quer ser líder ou não?

Quer governar sem crítica? Isso é impossível!

Dilma sabe que será criticada, até mesmo pela esquerda, e entende que isso é importante para a democracia.

Marina e Aécio não sabem conviver com a democracia.

São fracos e não inspiram confiança de que irão respeitar os limites democráticos e permitir que a crítica política floresça livremente em seus governos.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.