Mídia lidera guerra total para sangrar favoritismo de Lula na eleição
"A ofensiva opera - sob cinismo e mentira - em três frentes para anular toda e qualquer alusão positiva à imagem do petista"
O que está em curso no Brasil é uma guerra total liderada pela mídia para debelar o amplo favoritismo de Lula nas eleições.
Todas as ações são coordenadas e uníssonas para sangrar o presidente - única barreira concreta contra a balbúrdia acenada pela oposição.
A ofensiva opera - sob cinismo e mentira - em três frentes para anular toda e qualquer alusão positiva à imagem do petista.
A primeira atua no plano simbólico da moral para degenerar a esquerda como sinônimo de crime - o núcleo do discurso da direita na excitação do ódio como isca da alienação.
A suruba do master e do INSS com a (extrema) direita e cupinchas do mercado é fraudada para estigmatizar Lula e o governo.
A segunda mira as contenções democráticas para liberar a instrumentalização do estado contra o presidente - inclui desmoralização do STF a pressão nos militares.
O cerco a Alexandre de Moraes e Toffoli foca a dissolução - literal, como diz um ‘analista’ de TV, ou metafórica - do tribunal na geleia geral das ilicitudes para acolher a lawfare do neolavajatismo.
A terceira cabeça da hidra golpista é um libelo do negacionismo contra a ciência e a informação para validar a sobreposição da narrativa diante do senso crítico.
A aliança reacionária percebeu a impossibilidade de confrontar Lula com dados e realidade objetivos marcados por avanços inegáveis da área social à econômica.
O Brasil tem emprego recorde, renda em alta, isenção até R$ 5 mil, cesta básica incentivada, inflação contida, fome erradicada - parâmetros dignos de um país em ascensão civilizatória.
À oposição apequenada (ainda mais) pela esperança dos números, resta o apelo medieval de se bater contra as estatísticas - daí o ataque ao IBGE para endossar o obscurantismo útil ao extremismo.
O pacto do atraso da mídia com forças golpistas recicla esse esgoto de entulhos comuns a quem vive de ódios, narrativas e caos para ocultar o vazio desalentador da própria miséria.
Na realidade, esbarra no nada - nasce assim o jogo casado pela mentira, estigmatização e fragilização de Lula e do país.
O Brasil resiste ou se acaba.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
