Miriam Leitão vira arma eleitoral da esquerda contra bolsonarismo

"Ataque de Edu-Bozo produziu reações generalizadas e polariza a luta política eleitoral Lula-Bolsonaro", escreve César Fonseca

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(Foto: ABr | Reprodução)


Por César Fonseca 

A jornalista Miriam Leitão, do Globo, virou arma eleitoral do candidato a deputado federal, Guilherme Boulos, do PSOL e líder do MTST, contra seu principal adversário na disputa eleitoral em São Paulo, deputado Eduardo Bolsonaro, do PL; Boulos ligou metralhadora giratória para detonar o deputado bolsonarista fascista, pedindo sua cassação por ter feito ataque vil à repórter ao elogiar os torturadores da ditadura militar, que colocaram cobra venenosa na cela de Miriam, então grávida, para tentar destruí-la  emocionalmente, como resistente aos militares golpistas; o ataque de Edu-Bozo produziu reações generalizadas e polariza a luta política eleitoral Lula-Bolsonaro; denotando falta de caráter, o deputado paulista, sarcasticamente, destacou ter tido pena da cobra na companhia da hoje consagrada jornalista liberal de economia, como se quem corresse risco de vida fosse o réptil e não o ser humano, implacavelmente, perseguida pelos carrascos ditadores; a indignação é total no parlamento que une a esquerda para tentar punir o radicalismo irrefreável do filho do presidente.

O parlamentar do PL,  pródigo em expelir impropérios terroristas-fascistas, nos cargos que exerceu, até agora, no parlamento, configurando exemplo antidemocrático, seguiu seu mestre maior ideológico, o pai Jair Bolsonaro, presidente da República, cujo ídolo máximo foi o general torturador e terrorista, Brilhante Ulstra, carrasco da ex-presidente Dilma Rousseff; Bolsonaro saudou o general terrorista e torturador durante sessão de impeachment sem crime de responsabilidade, que detonou o golpe neoliberal, responsável por aleijar democracia brasileira e aprofundar desigualdade social na economia acelerando concentração da renda nacional; estava aberta, com a pregação bolsonarista, o momento exacerbado nazifascista na República, cujo objetivo fundamental foi abastardar, completamente, a Constituição de 1988. 

EXEMPLO VEIO DE CIMA

Eduardo Bolsonaro, calculadamente, ligou as baterias do radicalismo político a partir do momento em que o general Braga Neto, ministro da Defesa, pré-candidato a vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro, fez louvação ao golpe de 1964, no dia 31 de março último, a fim de comemorar data do calvário democrático nacional; Braga inverteu os fatos históricos, dando conta de que o golpe, em vez de promover a ditadura, como, de fato, promoveu, de 1964 e 1984, consagrou o espírito democrático, no país; puro fake news; a ordem do dia do general ministro da Defesa representou, na prática, estouro da boiada, autorização para os fascistas, como o deputado Eduardo Bolsonaro, apelidado pelo vice General Mourão de “bananinha”, fazer ameaça ao processo eleitoral, já abalado, justamente, pelas destemperadas provocações feitas, na ocasião, pelo seu pai. 

Com o destempero político capitaneado pela família agitadora da república bolsonarista, de imediato, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), ministro Edson Fachin, do STF, acendeu sinal vermelho; alertou estarem tanto a democracia como as eleições sob perigo total; no último domingo, na Folha de São Paulo, o respeitado jornalista, Jânio de Freitas, repetiu a previsão do ministro, segundo a qual as eleições de 2022 podem ser interrompidas, se mantidas a escalada de guerra verbal em curso acelerada pelo bolsonarismo radical. 

BOLSONARISMO EM DESESPERO COM VANTAGEM LULISTA

Nessa semana, o parlamentar fascista corroborou inteiramente as provocações contra o  processo democrático ao elogiar a tortura e o terrorismo militar potencializado pelos golpistas de 1964, em cima de uma vítima famosa dos gorilas, a repórter do Globo, cujo pecado foi ter escrito artigo de condenação aos termos da ordem do dia do general Braga Neto, elevando a excitação nos quarteis por parte daqueles que já fazem questão de deixar no ar possibilidade de serem suspensas as eleições de outubro. 

Nesse contexto, o fato político capaz de colocar água na fervura entre democratas, que querem punição para “bananinha”, e fascistas, que desejam ver o circo pegar fogo, quanto mais as pesquisas de opinião apontam Lula como vencedor, seria um basta congressual à ameaça nazifascista de Eduardo Bolsonaro; representaria, na prática, a supremacia do Legislativo como fator político indispensável  de equilíbrio e à reposição tranquilizadora do processo democrático, livre da agressividade bolsonarista; esta deixa o TSE de cabelos em pé, em instabilidade política completa para conduzir as eleições de 2022. Será que o Centrão colocaria guizo no pescoço do gato Bolsonaro, para dar garantia à democracia ameaçada?

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