Modo de ser e viver pós-eleitoral

A Verdade Terrena se exerce através da defesa dos nossos direitos e votar é um direito humano igualitário conquistado ao longo da história

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(Foto: Arquivo/247)


Amiga, amigo

Sendo budista e amante do budismo - ou não - todas as brasileiras e todos os brasileiros passaram pelo período difícil da pandemia do Covid-19 e pelas eleições de ontem.

Primeiro, parabéns a todas e a todos por termos mantido o processo democrático em ordem. Afinal, a democracia republicana é a etapa mais avançada da convivência civilizatória da humanidade, até na preservação das dimensões primitivas, grosseiras e violentas do ser humano, a fim de desenvolvermos a nossa generosidade, tolerância e compreensão.  É o princípio budista do Não-Eu, da Intersubjetividade, da Interdependência e da Interação.

Segundo, quero lembrar outro princípio budista da Impermanência, isto é, as nossas emoções não duram para sempre, são temporárias.  Sim, todos nós já passamos por sentimentos ou pensamentos que nos provocaram muita tristeza, raiva e ansiedade ou muita alegria, júbilo e contentamento e sobrevivemos graças ao nosso instinto de vida que busca o equilíbrio da normalidade, a Felicidade.

Terceiro, quero me dirigir à[email protected] que permanecem com medo, vergonha ou perplexos, ou seja, em cima do muro, nem foram votar ou se conseguiram chegar ao local de votação, desistiram de votar por causa da fila. O budismo fala em Verdade Suprema e em Verdade Terrena.

A Verdade Terrena se exerce através da defesa dos nossos direitos e votar é um direito humano igualitário conquistado ao longo da história. E o Caminho do Meio Budista é o processo de fato dialético, ou seja, de diálogo ético entre contradizeres da tese e da antítese para se chegar à síntese, o meio para o avanço espiritual da civilização.

Que da próxima vez, [email protected] que tenham esse direito, possam exercê-lo.

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