Moro fez mal à Alvarez & Marsal

"Pareceu ser um bom negócio para a Alvarez & Marsal contratar o ex-juiz. Mas a situação azedou", escreve Alex Solnik

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(Foto: Reuters | Reprodução)


Pareceu ser um bom negócio para a Alvarez & Marsal contratar o ex-juiz Sérgio Moro a 30 de novembro de 2020 por dois anos.

A consultoria norte-americana era a administradora judicial da Odebrecht e de outras empresas condenadas no âmbito da Operação Lava Jato.

Moro sabia mais sobre a Odebrecht e as concorrentes do que seus próprios donos.

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Mas a situação azedou quando, a 18 de março deste ano, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1a Vara de Falências e Recuperações Judiciais 2021 suspendeu os pagamentos da Odebrecht à Alvarez & Marsal, no valor de R$400 mil por mês.

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Até então, a Odebrecht tinha repassado R$21 milhões.

Na decisão, o juiz alegou que o ministro Bruno Dantas, do TCU, tinha aberto, a pedido do Ministério Público, investigação para apurar se houve conflito de interesse na contratação do ex-juíz.

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E mandou a Odebrecht depositar o dinheiro em juízo até o TCU concluir a investigação.

Rodrigues Filho entendeu que Moro poderia estar recebendo indiretamente da Odebrecht.  

Seis meses depois, a 30 de outubro, quando a consultoria já havia deixado de receber R$2.400.000,00, o contrato com Moro foi rescindido.

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Um ano antes do estipulado.

Não precisa ser Sherlock para deduzir que a consultoria precisou livrar-se de Moro para voltar a receber os R$400 mil por mês da Odebrecht.

 Em vez de ajudar, ele estava atrapalhando.

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Mas não basta livrar-se de Moro. Desde março, o ministro Bruno Dantas, do TCU, pede à Alvarez & Marsal todos os detalhes do contrato com Moro, inclusive quanto recebia e de onde, sem sucesso.

Ontem, insistiu, e determinou à Alvarez & Marsal mostrar todos os detalhes do distrato e o levantamento de todos os processos de recuperação judicial em que atuou na Lava Jato.  

Ou seja: a Alvarez & Marsal também está sendo investigada.

Tudo porque teve a brilhante ideia de contratar Moro.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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