Morte do Capitão Adriano é boa notícia para Bolsonaro

Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia, diz que o miliciano Adriano da Nóbrega Silva seria "uma testemunha de primeira grandeza" se aceitasse uma delação premiada sobre o caso Marielle Franco e acerca de esquema de corrupção envolvendo Flávio Bolsonaro. A morte dele, afirma o colunista, "foi a melhor notícia do ano para o clã Bolsonaro"

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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Foragido há mais de um ano, o miliciano Adriano da Nóbrega, conhecido no mundo do crime como Capitão Adriano foi morto pela polícia baiana nesta manhã, na cidade de Esplanada.

Segundo fontes oficiais, teria recebido voz de prisão, mas resistiu a bala e finalmente morreu. Preferiu morrer a passar o resto da vida na cadeia. Ou a delatar os esquemas aos quais foi ligado.

Foi a melhor notícia do ano para o clã Bolsonaro.

O Capitão Adriano era um arquivo vivo dos dois maiores problemas do presidente e de seu primogênito.

Chefão do escritório do crime, grupo de matadores de aluguel de Rio das Pedras, era comparsa de Ronnie Lessa, vizinho de Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra e acusado pelo assassinato de Marielle Franco. Não é absurdo supor que conhecesse todos os detalhes do atentado. Inclusive o nome do mandante.

Ligado ao ex-PM Fabrício Queiróz, conseguiu empregar sua mãe e a ex-mulher no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, envolvendo-se no esquema da rachadinha.

Seria, de novo, uma testemunha de primeira grandeza se se dispusesse a contar tudo o que sabia.

O Capitão Adriano sabia demais.

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