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Ricardo Mezavila

Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

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Movimentos populares vão derrubar Bolsonaro

É inaceitável que um homem entre em um supermercado para comprar ingredientes para um pudim de pão e saia de lá sem vida, vítima do abuso de poder e da normalização da violência seletiva, que só o racismo justifica. Os movimentos populares, sustentados pelas forças orgânicas e críticas, serão responsáveis pela queda de Bolsonaro e tudo o que representa

A periferia vai defenestrar Bolsonaro da presidência da república antes que termine seu mandato. Os movimentos populares de negros, mulheres, estudantes, sem-teto, sem-terra, indígenas e de classes, unidos nas ruas, farão estremecer as estruturas dessa sociedade hipócrita e racista. 

O país vive um momento de tensão permanente desde que Bolsonaro assumiu, dando voz e corpo a uma frente fascista que se vê representada por um governo de ‘valentões da hora do recreio’, que estimulam agressores covardes a cometerem crimes étnicos-raciais, contra a diversidade de gênero, contra o campesinato, intensificando a perseguição às religiões de matriz africana 

O Congresso não poderá ignorar o grito e a força dos movimentos populares organizados, o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, será pressionado a abrir a gaveta e colocar um dos vários processos de impeachment sobre a mesa. 

É inaceitável que um homem entre em um supermercado para comprar ingredientes para um pudim de pão e saia de lá sem vida, vítima do abuso de poder e da normalização da violência seletiva, que só o racismo justifica. 

Os movimentos populares, sustentados pelas forças orgânicas e críticas, serão responsáveis pela queda de Bolsonaro e tudo o que representa.  

As últimas declarações do vice Mourão de que “não existe racismo no Brasil”, e do presidente que se diz daltônico para as questões raciais, são lenha para movimentar a locomotiva Malcolm X: “Não confundam a reação do oprimido, com a violência do opressor” 

Calma, nada de Ceausescu, Brasília não é Bucareste! 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.